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Desktop fecha 2022 com receita de R$ 710 milhões e margem em alta

Fachada da Desktop. Foto: Divulgação

A operadora de banda larga Desktop encerrou o ano de 2022 com receita líquida de R$ 710,7 milhões (alta de 104%) e lucro líquido de R$ 70 milhões (+ 60%), apontaram resultados operacionais da provedora apresentados na noite da última quarta-feira, 29.

Nesta quinta-feira, 30, os números foram comentados pelo comando da companhia paulista em teleconferência de resultados. Um sucesso na agenda de consolidação regional e resultados de esforços para ocupação de portas existentes (reduzindo a construção de novas HPs) foram apontados como pontos de destaque. A Desktop encerrou 2022 com 809 mil clientes.

Destes, 198 mil foram adicionados ao longo de 2022, sendo 145 mil de forma orgânica e 53 mil, através de aquisições (inorgânico). Apenas no quarto trimestre foram 24 mil adições, em volume menor que o terceiro (37 mil). No primeiro trimestre de 2023 a Desktop deve somar 28 mil adições líquidas.

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Já a construção de casas passadas (HPs) com fibra óptica ficou em 60 mil no último trimestre de 2022, refletindo o foco na ativação na rede existente. A Desktop somava 3,9 milhões de HPs ao fim de 2022, ou incremento de 930 mil (+ 32%) no ano.

“A gente começou a investir mais em melhoria de rentabilidade e a margem já está mais próxima do que a gente mira”, afirmou o CFO da Desktop, Bruno Leão. A margem Ebtida da empresa no último trimestre de 2022 ficou em 51%, contra 42% um ano antes.

Cifras

Apenas no último quarto do ano passado, a operadora teve receita líquida de R$ 198 milhões (+ 60%), contribuindo para a alta no consolidado do ano. Já o Ebitda ajustado ficou em R$ 101 milhões (+ 95%) no quarto tri, totalizando R$ 340 milhões (+132%) nos doze meses de 2022.

Também no acumulado do ano, os investimentos da operadora somaram R$ 514 milhões, incluindo R$ 128 milhões para expansão geográfica da rede e R$ 185 milhões para a instalação de clientes.

Já o endividamento líquido ficou em R$ 1,078 bilhão, ou 2,6x em termos de dívida líquida/Ebitda pro forma anualizado. A Desktop afirmou não ter grande preocupação com o patamar, visto o caráter de longo prazo da maior parte da dívida e a possibilidade de desalavancagem rápida a partir do recente aumento de capital privado de R$ 250 milhões e da própria receita recorrente em alta. “Não há desafio de liquidez”, afirmou Leão.

A empresa continua inclusive em busca de novos negócios para aquisições com perspectiva de geração de valor para a companhia, sinalizou a Desktop durante a teleconferência nesta quinta-feira.

Churn

Do ponto de vista comercial, a operadora acredita que elevações de preços em competidores do mercado paulista de fibra devem permitir movimento similar ao longo do ano. A Desktop também tem a redução do churn entre as prioridades: no quarto trimestre o indicador marcou 2,5%, mas a meta é trazê-lo para abaixo de 2%, como entre os clientes considerados maduros.

Parcerias também estão no foco da provedora, que já conta com acordos para conteúdo (como o recente com a Globoplay). As próximas áreas na mira são gaming, música e serviços para casa conectada e inteligente, além da inclusão de WiFi 6 no portfólio a partir do próximo trimestre, de acordo com com CEO da Desktop, Dênio Alves Lindo

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