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Angola Cables terá novo data center na Praia do Futuro; Cagece comemora

A Angola Cables fará um investimento de R$ 250 milhões na construção de um novo data center na Praia do Futuro, na capital do Ceará. A empresa já conta com uma estrutura do gênero (o AngoNAP) no local.

A região de Fortaleza é a mesma onde a Cagece (a empresa de água e esgoto do Estado) fará a instalação de uma polêmica Planta de Dessalinização que tem gerado embate com a cadeia de telecomunicações. Para a estatal, o projeto da Angola Cables seria uma prova que a usina e a infraestrutura de comunicações da região podem coexistir (veja detalhes no decorrer de matéria). Vale lembrar que no final do ano passado a Anatel emitiu para diversas autoridades um parecer sobre a construção da usina de dessalinização apontando riscos à infraestrutura de telecom e dizendo que “a instalação da Usina no local causa um desincentivo a tais investimentos face aos riscos adicionados na região”.

O investimento da multinacional africana – que adotou a marca TelCables no Brasil – foi anunciado ao governador do Ceará, Elmano de Freitas, no último dia 22 de janeiro. Por meio de sua conta no “X” (antigo Twitter), Freitas disse que a iniciativa fortalece o segmento de tecnologia no estado, com o novo data center sendo estratégico para o desenvolvimento da economia e para consolidar o Ceará na rota tecnológica mundial.

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“A Angola Cables conta com as principais empresas de Internet do mundo como clientes e com a construção de mais um data center irá ampliar a infraestrutura para o abastecimento de conexões para garantir maior fluidez do tráfego de informações, atendendo assim as demandas de dados de conteúdos e negócios do hemisfério Sul, com destaque para o Brasil, América Latina e África”, afirmou o governador.

A previsão é que a nova estrutura – por enquanto chamada de AngoNAP II – tenha capacidade de 480 racks.

Cagece reage

O anúncio gerou reação da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). Em nota, a empresa disse que o novo investimento da Angola Cables na Praia do Futuro confirma a possibilidade de coexistência da planta de dessalinização com as infraestruturas de dados existentes e também com outras que venham a se instalar naquela região.

O movimento também serviria para reforçar o que os órgãos ambientais e de licenciamento do Estado já teriam apontado, alega. Com a usina, a Cagece pretende captar água do mar para abastecer a população local com água potável.

Ao TELETIME, a Cagece também apontou que o projeto para a instalação da Planta de Dessalinização na Praia do Futuro permanece com o mesmo cronograma. “Após autorização dos órgãos competentes e finalizadas todas as etapas necessárias, a construção da planta deverá ser iniciada ainda neste semestre”, afirmou a estatal.

A Anatel foi questionada sobre como se posiciona diante do investimento da Angola Cable considerando o parecer emitido e os riscos que foram apontados pela própria agência.

O caso

A construção da Planta de Dessalinização do Ceará é um assunto que tem causado polêmica entre o governo cearense e o setor de telecomunicações. A Anatel e o Ministério das Comunicações partiram em defesa das operadoras do setor contra o projeto porque o local escolhido para a construção da usina de dessalinização pode colocar em risco a infraestrutura de cabos submarinos instalada na Praia do Futuro e limitar a expansão dos sistemas.

Segundo as empresas, o local é o maior hub de cabos internacionais do Brasil e o segundo maior do mundo, com mais de 15 pontos de conexão, além dos respectivos data centers.

A posição da Anatel

Diante do impasse entre diferentes órgãos técnicos e com a pressão das operadoras de telecomunicações, no dia 15 de dezembro a Anatel reiterou sua recomendação para que a Usina Dessalinizadora de Fortaleza fosse movida para outro local, mesmo após mudanças recentes no projeto. A avaliação da agência constava em informe da área técnica remetido à Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União (vinculada ao Ministério da Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos).

No documento, a Anatel confirmou a oposição à usina na Praia do Futuro, que tem execução prevista pelo consórcio Águas de Fortaleza S/A. Vale lembrar que a Anatel não tem poder de suspender obras ou interferir em projetos, mesmo que coloquem a rede em risco. Em seguida, o projeto recebeu parecer favorável da Superintendência do Patrimônio da União no Ceará (SPU/CE), vinculada à Secretaria do Patrimônio da União.

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