G&D se prepara para desaquecimento do mercado de SIMcards

O grupo alemão Giesecke e Devrient (G&D) está investindo na América do Sul, com aportes de R$ 110 milhões para a fábrica de smartcards em Itaquaquecetuba (SP), e aposta em novos modelos de negócios. Com a previsão de um desaquecimento na venda de SIMcards para telefonia celular nos próximos anos, a empresa procura alternativas como o mobile payment, por meio da tecnologia NFC (comunicação por proximidade de campo) em parceria com ZTE, e no contrato com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para comunicações máquina-a-máquina (M2M) em automóveis.

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Para o diretor gerente e vice-presidente do Grupo G&D, Luiz Cláudio Menezes, o mercado de SIMcards brasileiro vai eventualmente esfriar, então é hora de se preparar, como disse ele nesta quinta-feira, 29, em São Paulo, em encontro com jornalistas. Ele estima que o mercado de SIMcards brasileiro vá crescer 16,67% em 2013, chegando a 280 milhões de unidades. Mas esse ritmo diminuirá. Por volta de 2018, ele acredita que as vendas vão estagnar, embora ainda com alta produção. Daí a necessidade de novos modelos de negócios.

Menezes afirma que Vivo, Claro e TIM têm projetos com a empresa para desenvolvimento de plataformas NFC para celulares, parte de processos de concorrência que o grupo participa. A TIM, em particular, ainda tem projeto de carteira virtual, enquanto a Vivo e a Claro estariam fazendo projetos próprios. "A visão deles é ter o próprio wallet", explica Menezes.

Da parte dos bancos, também há projetos. A G&D também conta com projeto de m-payment com o Bradesco. "Fomos informados de que vencemos a disputa (com outras empresas), mas ainda não podemos falar nada do contrato". Sem querer revelar nomes, mas dando algumas pistas, o executivo diz que a solução de etiquetas externas com a tecnologia NFC para aparelhos está sendo negociada em parceria com “um banco público”.

Com o Denatran, a G&D fornecerá SIMcards para rastreamento automotivo, embora o executivo ressalte que é possível trazer mais aplicações com a solução M2M. "O problema é a infraestrutura colocada, pois é possível oferecer vários serviços e o Denatran pode ter diversos retornos de investimento", explica Luiz Menezes. A empresa tem ainda um projeto semelhante com a operadora móvel virtual (MVNO) da Porto Seguro e a TIM, oferecendo soluções de aplicações para rastreamento de veículos.

A empresa espera também poder ter um modelo de negócios sustentável com SIMcards de LTE, que deverão trazer "maior valor agregado" e que poderá ser repassado aos clientes em um primeiro momento.

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