Telecom Italia sai do controle da BrT

A Anatel deu a anuência prévia para que os fundos de pensão adquiram as ações da Telecom Italia na Solpart, empresa controladora da BrT. A Techold (fundos e Citibank) tem cerca de 62% da Solpart, e os italianos, 38%. A aquisição, celebrada em julho deste ano, implica o pagamento de US$ 515 milhões para a Telecom Italia. Com isso, a tele italiana deixa de atuar na telefonia fixa no Brasil, o que fazia desde a privatização, em 1998. A participação da Telecom Italia na Brasil Telecom foi alvo de diversas disputas.

Longa disputa

Inicialmente, a Telecom Italia entrou em rota de colisão com o Opportunity, que era o controlador da empresa. A disputa resultou na saída da dos italianos do controle da empresa em 2002, para que a TIM pudesse operar nacionalmente. Nessa operação, o Opportunity pagou pouco mais de US$ 40 mil pelas ações da Telecom Itália, com a condição de que a empresa voltaria quando a legislação permitisse. Como o acordo não foi cumprido, nova disputa com o grupo de Daniel Dantas, dessa vez pelo retorno dos italianos ao controle. A disputa se alongou por 2003 e 2004, quando finalmente a Telecom Italia conseguiu garantir sua volta ao bloco controlador da BrT, mas abrindo mão de alguns poderes.
Em seguida, fundos de pensão e Citibank se aliaram e, no início de 2005, demitiram Daniel Dantas da gestão da companhia. Sem conseguir negociar sua posição na empresa com os dois novos controladores, a Telecom Italia fechou acordo com o Opportunity, se dispondo a comprar as ações que Dantas teria na companhia por US$ 460 milhões. No pacote, a TIM e a BrT GSM seriam fundidas. Mas fundos e Citibank conseguiram vetar essa manobra, e depois de um ano o acordo com Dantas foi desfeito. Dantas embolsou ainda assim US$ 65 milhões por conta de supostas disputas judiciais de que estaria abrindo mão. As disputas, contudo, eram da Brasil Telecom, empresa sobre a qual Dantas não tinha mais ingerência alguma. Por fim, este ano, a Telecom Italia decidiu se desfazer de suas ações na empresa e vendeu sua participação aos fundos de pensão por US$ 515 milhões.

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