Petrobras espera operadoras B2B no 5G, mas teria maturidade para rede própria

Prevendo um grande impacto do 5G sobre a operação de verticais da economia, a Petrobras avalia que players com abordagem B2B devem surgir na esteira do leilão de frequências previsto para 2020. Ao mesmo tempo, a estatal nota que empresas interessadas em montar redes próprias vão encarar grandes desafios que, no caso da petrolífera, podem ser contornados graças à musculatura que a companhia já possui.

"Há algumas empresas de utilities ansiosas para o leilão porque querem montar a rede deles, mas a estratégia precisa ser muito bem pensada", afirmou o engenheiro de telecomunicações da Petrobras, Márcio Minicz, durante a Futurecom. "Há situações muito diversas. Na Petrobras, por exemplo, na parte onshore [na costa] pode não valer a pena, mas no offshore, no mar, será que vale?", questionou.

Perguntado se a estatal já teria maturidade de montar uma rede própria caso necessário, Minicz afirmou que sim, sobretudo por conta da infraestrutura de telecom que a empresa já possui. "Nosso backbone de rede que interliga as unidades é próprio, as fibras no mar também. Nossa rede é muito grande e está entre as maiores do País".

Ainda assim, o surgimento de players com enfoque B2B é encarado como caminho natural pela companhia. "Com certeza há empresas olhando e fazendo essa análise de como se posicionar. O problema da Petrobras é também o de várias outras, e elas [as eventuais entrantes] vão tentar vender. Mas o quanto elas vão conseguir montar uma estrutura correta para atender todo mundo é o problema. Este não é um jogo para pequenos".

No modelo de leilão proposto pelo conselheiro Vicente Aquino, apenas metade da capacidade inicialmente prevista em 26 GHz seria disponibilizada ao mercado, ou 1,6 GHz. Já os outros 1,6 GHz restantes ficariam reservados para novos usos, com destaque para redes privadas por meio Serviço Limitado Privado (SLP).

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