Claro, Oi, TIM e Vivo fazem acordo conjunto para contratar cobertura indoor

Claro, Oi, TIM e Vivo submeteram à análise prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um Termo de Compromisso com o qual as operadoras possam contratar de maneira conjunta uma (ou mais) empresa para a construção, instalação e cessão não exclusiva para cobertura indoor em 150 localidades no País. A ideia é poder contratar uma fornecedora para ampliar a cobertura em espaços fechados como shopping centers, estádios de futebol e centros comerciais. A infraestrutura será compartilhada pelas quatro teles – cada uma será responsável pela operação e prestação dos serviços.

Fonte próxima ao assunto revelou que a ideia seria instalar small cells para proporcionar a cobertura indoor compartilhada. O Termo explica que a infraestrutura utilizará solução in-building como suporte para os serviços, mas, em último caso, estrutura indoor pode ser utilizada para reforçar o sinal de celular irradiado para o local fechado.

Segundo documentos aos quais este noticiário teve acesso, a Vivo ficou responsável pela divulgação de uma RFP aos interessados para a construção e instalação da infraestrutura indoor. Nessa requisição estarão critérios técnicos e comerciais, além de pré-requisitos acordados entre as operadoras. A companhia contratada pela parceria das quatro grandes teles poderá inclusive celebrar contratos de cessão de uso da infraestrutura para outras operadoras. A cessão e o compartilhamento da infraestrutura passiva serão feitos de forma independente, diretamente com o fornecedor contratado, por cada uma das quatro operadoras.

A operação tem "como principal objetivo reduzir custos de investimento, operação e manutenção das redes das requerentes, refletindo uma maior competitividade, bem como oferecer a prestação dos serviços aos seus clientes da forma mais eficiente possível". Da ótica das fornecedoras, segundo o projeto, poder-se-ia atender várias prestadoras terceiras (como Algar Telecom, Nextel e Sercomtel, por exemplo, além de provedores de Wi-Fi) e conseguir maior rentabilidade dos investimentos.

Entre as empresas que podem se interessar no projeto estão as próprias tower companies – operadoras de torres que compram esses ativos e alugam de volta (leaseback) para as teles. Mas a ideia é que companhias de infraestrutura também possam apresentar propostas, como empresas detentoras de redes de fibra e energia elétrica.

O projeto foi submetido somente ao Cade no último dia 8 de outubro, e o Termo de Compromisso já foi publicado pela superintendência-geral da entidade no Diário Oficial da União no último dia 20, informando o "ato de concentração" com a solicitação. A RFP, o valor total da operação e os estabelecimentos elegíveis não foram revelados, já que foram assuntos tratados em documentos de acesso restrito ao Conselho. Segundo as empresas, a operação não está sujeita a aprovação de outros órgãos.

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