BNDES financiará R$ 5,7 bilhões para a TIM

Ata da reunião do conselho de administração da TIM Participações realizada nesta terça, 29, dá conta de que o BNDES financiará um total de R$ 5,7 bilhões para garantir investimentos da TIM entre 2014 e 2016. O contrato de financiamento, aprovado pelo conselho, foi celebrado entre o banco estatal e a subsidiária integral da empresa TIM Celular S/A, que deu suas receitas com a prestação de serviços como garantia, além de garantias oferecidas pela própria TIM Part.

O montante foi subdividido: R$ 2.401.600.000 ao custo de Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) + 2,52% ao ano (a.a.); R$ 600.400.000 ao custo de Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC) +2,52% a.a.; R$ 2.036.000.000 ao custo de SELIC +2,52% a.a.; R$ 428.000.000 ao custo de 3,50% a.a.; R$ 189.000.000 ao custo de TJLP +1,42% a.a.; e R$ 45.000.000 ao custo de TJLP.

Para este empréstimo a TIM poderá, a qualquer momento, celebrar contrato de operações de SWAP 's de TJLP para Certificado de Depósito Interbancário (CDI) para cobertura do risco de taxa de juros (Hedge).

Outro financiamento também foi aprovado na reunião, um contrato de US$ 100 milhões com o banco estatal alemão KfW IPEX – Bank GmbH à taxa London Interbank Offered Rate (LIBOR) +1,40% a.a., Up-front fee de 0,15%, Commitment Fee de 0,30% e (iv), prazo de amortização de cinco anos, com pagamentos de juros e principal semestrais. A disponibilidade de saque de nove meses a partir da assinatura do contrato e o conselho aprovou a contratação de SWAP para fins de proteção, com custo de até 110% do CDI.

Novo plano estratégico

Na reunião, o conselho tomou conhecimento do "delineamento preliminar do Plano 2014-2016" da TIM Part. e suas subsidiárias. Esse plano já deve ser um esboço do papel da TIM no plano estratégico a ser apresentado pelo chairman interino da Telecom Italia, Marco Patuano, no dia 7 de novembro, na Itália. A TIM Brasil promete a divulgação de seu plano dia 8.

Até aqui, a TIM Participações vinha apresentando, apesar das especulações de mercado em relação a uma eventual fusão com a Vivo ou o fatiamento da operadora, em função das alterações societárias na Itália, uma boa valorização na Bolsa de São Paulo. O que sempre puxou a TIM foi um perfil financeiro muito forte, com bastante liquidez. Ela praticamente não tinha dívidas, a relação entre dívida líquida e geração de caixa medida pelo EBITDA era de cerca de 0,03, e pagava a seus acionistas em dividendos o mínimo exigido pela Lei das S/A, cerca de 25% do lucro líquido. Isso deixava a companhia forte para fazer seus investimentos em expansões de redes e qualidade sem precisar se endividar ou sequer vender ativos não estratégicos, como torres de telefonia. O acordo com o BNDES pode indicar uma mudança nessa estratégia, ou a decisão de intensificar o ritmo de investimentos. O conselhoda TIM aprovou também uma mudança no estatuto social da companhia, mas a ata da reunião não detalha as alterações. Agora é preciso esperar para saber se a companhia irá alterar sua política de dividendos.

 

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

I accept the Privacy Policy

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.