Provedores avaliam prejuízos e tentam identificar os responsáveis

Os provedores Chapanet, da cidade de Chapadinha, no leste do Maranhão, e Ubanet, de Ubá, na zona da mata de Minas Gerais, que tiveram seus links bloqueados por mais de 50 horas na semana passada, ainda fazem o levantamento dos prejuízos. Segundo a sócia da Ubanet, Marcilene Padilha Soares, mais de 50 dos 400 usuários já pediram o cancelamento do serviço, o que deverá ocorrer ao longo dos próximos 30 dias, pois deverão cumprir prazo contratual. Além disto, os clientes não podem sair de imediato sem que tenham contratado o serviço de outra empresa. A única alternativa, segundo Marcilene, é o Velox, da Oi, que pode ser instalado em alguns dias. O gerente do provedor, Sérgio Andrade Marques, explicou que além do acesso via rádio a outra opção é o link IP, também da Oi, o que neste caso exige prazo muito mais longo, de até 120 dias.
O link IP é voltado para empresas de maior porte e, segundo Marques, pode custar entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. Com a oferta de acessos apenas via rádio – de 64 Kbps a 512 Kbps -, o Ubanet, fica com desvantagem competitiva, mesmo porque só oferece o acesso, enquanto a Oi entra também com o serviço de voz. Até este incidente, a Ubanet saía-se bem na cidade com cerca de 120 mil habitantes. Não se sabe quantos clientes ainda se desconectarão. Marcilene disse que faz levantamento dos prejuízos para ingressar com ação indenizatória, mas ainda não está definido se será contra Embratel e Global Info, ou apenas uma das duas.

Disputa entre Embratel e Global

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Acontece que o apagão na cidade ocorreu devido a uma disputa entre a Embratel e a Global em torno de uma dívida estimada em R$ 400 mil, que teria sido renegociada, mas não liquidada. A Global é gestora da entidade representativa dos provedores de internet e administradora de seus contratos de link com a operadora. Os dois pequenos provedores foram pegos de surpresa no meio desse cabo-de-guerra. Eles contratam a banda por meio da Global, a quem pagam. De repente, foram desconectados. A Gobal e a Embratel acusam-se mutuamente pelo bloqueio. "Somos vítimas dos dois. Quero uma explicação justa", diz Marcilene.
O sócio da Chapanet, Wanderson Tales, também ainda faz avaliação dos prejuízos. O provedor também está sendo processado por alguns clientes e reclama que sua empresa ficou desacreditada, porque não recebia explicações adequadas nem prazo correto para o restabelecimento do serviço. "Não sabemos de quem foi erro. Nossa fatura está em dia. Repassaremos o prejuízo para quem for de direito", disse Tales, que tem 300 clientes numa cidade com 70 mil habitantes. Nos dois casos, eles são os únicos provedores de acesso locais e foram ameaçados até fisicamente por clientes mais exaltados.

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