Embratel aposta no Star One D2 para manter canais de TV na banda C digital

Star One D1

A Embratel, que também é a operadora de satélites do grupo Claro Brasil, aposta no lançamento do Star One D2, em 2020, para se beneficiar de um eventual movimento de digitalização dos canais de TV hoje analógicos na banda C e transmitidos no Star One C2. A primeira razão é obvia: o D2 subirá justamente em substituição ao C2, e ficará portanto na mesma posição orbital, 70º W. Com a iminência do leilão de 5G e as dificuldades técnicas de evitar interferências nas parabólicas decorrentes das transmissões de banda larga móvel na faixa de 3,5 GHz, existe um intenso movimento no mercado para reacomodar os canais analógicos, caso a mitigação por filtros não seja possível. A digitalização destes canais, que hoje estão quase todos no C2, e uma eventual migração para a banda Ku, é o caminho preferido das emissoras de TV. A Claro tem vários interesses nessa discussão. Ao mesmo tempo, quer evitar os altos custos que podem ser impostos aos compradores da faixa de 5G caso seja necessário arcar com a digitalização dos canais em banda C (principalmente com a distribuição de kits para recepção em banda Ku). De outro, precisa evitar que seus clientes migrem para satélites concorrentes. O Star One D2 atenderia aos dois cenários: se as emissoras permanecerem na banda C, apenas digitalizando os sinais, a empresa diz estar pronta para atender. A empresa não diz se utilizaria a capacidade em Ku do Star One D2 para acolher os canais das TVs abertas e dá a entender que prefere um processo de digitalização na própria banda C.

"O novo satélite da Embratel foi especialmente desenhado para levar mais potência e qualidade aos sinais de televisão transmitidos. Permitirá a aceleração do processo de digitalização dos sinais analógicos e maior oferta de canais de alta definição (HD) com custos mais baixos e antenas de recepção menores", explica o diretor-executivo da companhia, Gustavo Silbert, na nota de anúncio do serviço. Para a Star One, a digitalização já está acontecendo, e uma convivência entre os sinais de banda C e as transmissões de 5G em 3,5 GHz será possível. "Estamos confiantes que as parabólicas em Banda C e os futuros sinais 5G poderão coexistir de forma harmônica", diz Silbert. A empresa aposta que a implementação de um novo amplificador digital LNBF "será o caminho menos oneroso e mais veloz para permitir a convivência dos sinais do 5G e da Banda C", diz, ressaltando que esse é um tema que ainda está em discussão por todos participantes dos segmentos impactados.

Além de 28 transponders em banda C, o satélite tem ainda 24 transponders em banda Ku e 20 Gbps de capacidade em banda Ka. A potência total do satélite é de 19,3 KW. A banda Ku, segundo a empresa, será utilizada para "o fornecimento de capacidade para dados, vídeos e Internet para órgãos do Governo e grandes empresas que atuam nas Américas do Sul e Central, incluindo o México. Possibilitará a transmissão de sinais para as ofertas de TV por assinatura", diz o release. "Já a Banda C garantirá a manutenção e crescimento das ofertas de sinais de TV aberta", diz a Embratel.

Evento

O Congresso Latinoamericano de Satélites 2019, que acontece dias 26 e 27 de setembro, no Rio de Janeiro, terá entre os temas um debate sobre o futuro da banda C do satélite no Brasil em decorrência do leilão de 5G, que incluirá a faixa de 3,5 GHz. O assunto será abordado por operadoras de satélite, empresas de televisão e pelo secretário de telecomunicações, Vitor Elísio Menezes. A programação do evento inclui ainda temas como satélites inteligentes, mercado de agronegócio, integração das redes de satélites com operadoras móveis, o mercado atual, evolução do mercado de TV, a evolução do mercado em banda Ka, incluindo modelos de acesso comunitário entre outros temas. Confirma a programação completa no site www.satelitesbrasil.com.br.

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