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Telefónica multiplica lucro apesar de impacto do real e revisa guidance para 2021

Foto: Pixabay

Controladora da Vivo, a espanhola Telefónica reportou resultados para o segundo trimestre nesta quinta-feira, 29, com alta na lucratividade do grupo e com um novo guidance para 2021 diante de cenário mais otimista.

Entre abril e junho, a empresa reportou resultado líquido de 7,7 bilhões de euros, bem acima dos 425 milhões de euros no mesmo período de 2020. A performance foi impulsionada por 7,4 bilhões de euros em fatores excepcionais, como a venda de torres da Telxius à American Tower (inclusive no Brasil) e a joint-venture da O2 com a Virgin Media no Reino Unido.

Já a receita da Telefónica teve uma redução nominal de 3,6% no segundo trimestre (para 9,964 bilhões de euros), enquanto o Ebitda recuou 4,6%. O faturamento orgânico, por sua vez, voltou a crescer e evoluiu 3,4%, conforme balanço. Para o segundo semestre, a empresa projetou cenários positivos para os principais mercados.

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Por esta razão, o guidance da Telefónica para o ano foi alterado: o status projetado tanto para receitas quanto para o Ebitda saiu de “estável” ao longo do ano e passou a admitir “pequeno crescimento”.

Câmbio

Mesmo com as boas notícias, a espanhola notou que o impacto cambial de operações estrangeiras ainda é um problema. A evolução das taxas de câmbio teve um impacto negativo no desempenho financeiro de 205 milhões em receitas do segundo trimestre, chegando a 959 milhões de euros no consolidado do semestre “principalmente por conta do real brasileiro“.

“No entanto, este impacto diminuiu sequencialmente principalmente devido à valorização do real brasileiro desde abril de 2021″, notou a Telefónica, em balanço.

Outro ponto celebrado pela multinacional foi a redução do endividamento líquido de 11 bilhões de euros em um ano – para uma cifra de 26,2 bilhões ao final de junho. Mais uma vez, movimentos como desinvestimento de torres contribuíram com a cifra.

A menor exposição em mercados “não core” da América Latina a partir de acordos para criação de veículos de redes neutras no Chile e na Colômbia também foi destacada pela Telefónica. Nos dois casos, o fundo KKR é sócio na empreitada.

Nuvem

Em paralelo, a divisão de tecnologia da empresa (a Telefónica Tech) anunciou um acordo para adquirir a Cancom UK&I, uma empresa de serviços gerenciados, TI, segurança cibernética e nuvem, por € 400 milhões. A intenção é impulsionar a atuação da subsidiária em serviços digitais e aprofundar sua oferta para clientes B2B.

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