Apple, Amazon, Facebook e Google respondem por práticas anticoncorrenciais nos EUA

Gerd Altmann / Pixabay

Os CEOs das empresas de tecnologia Apple, Amazon, Facebook e Google foram sabatinados nesta quarta-feira, 29, pelo Comitê Antitruste do Congresso dos Estados Unidos. As perguntas feitas pelos deputados envolviam práticas anticoncorrenciais, plágio de concorrentes e uso de métodos que inibiam a competitividade com serviços similares.

A sabatina no Comitê antitruste tinha como objetivo investigar se essas empresas, que atualmente dominam o mercado de tecnologia e marketplace, prejudicam ou eliminam rivais menores quando o assunto é concorrência.

Sundar Pichai, CEO da Google, respondeu às questões relacionadas ao uso de dados de seus usuários para facilitar a publicidade de produtos da empresa, diminuindo as chances de concorrentes e de inserir de maneira não transparente sites na "blacklist", uma lista que coloca em quarentena sites suspeitos. Quando um site é adicionado na "blacklist", significa que o Google e diferentes mecanismos de pesquisa e empresas de antivírus estão marcando o site como não seguro para visitá-lo. A empresa foi acusada de colocar na lista um site que fazia denúncias ao governo Trump, tirando-o site do raio de busca dos usuários.

Representada pelo CEO Jeff Bezos, a Amazon precisou explicar como oferece produtos, muitas das vezes, os mesmo de seus parceiros que usam o site da empresa para oferecê-los. Foi citado um caso de uma empresa que perdeu 70% de venda depois que a big tech começou a oferecer o mesmo produto, embora o anúncio do site parceiro era feito na própria loja da companhia, e a Amazon na busca do produto dava relevância para o que ela vendia.

Liberdade de Expressão

Mark Zuckerberg, do Facebook, teve que dar explicações de como trabalha com empresas de checagem de fatos. O CEO da rede social disse que atualmente a plataforma trabalhar com cerca de 70 organizações de checagem de fatos e que o objetivo é evitar a disseminação de informações inverídicas e boatos. A resposta de Zuckerberg foi a uma pergunta que questionava se a prática cerceava a liberdade de expressão de usuários da rede social.

Outro problema apontado pelos integrantes do Comitê à rede social foi uma acusação de que a empresa fraudou números de alcances de vídeos, fazendo com que mais empresas anunciassem na plataforma, eliminando a publicidade em veículos tradicionais de comunicação.

Plágio

Os CEOs tiveram que responder às perguntas que tinham como fundamento investigações que apontavam plágio de tecnologia de concorrentes, como o realizado pelo Facebook quando criou o Facebook Câmera, para concorrer o Snapchat. A ferramenta da rede social surgiu depois que a empresa fez uma oferta pela compra do aplicativo de vídeo, que foi negada.

Tim Cook, CEO da Apple teve que responder sobre a aplicação App Store, que vem carregada em todos os sistemas e devices da marca, sem permitir ao usuário a possibilidade de escolher baixar sistemas de outros concorrentes que não estejam carregados na loja. Isso dificultaria a entrada de desenvolvedores de menor porte.

Veja aqui a sabatina:

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