Sinstal aponta perda de 450 mil vagas no setor, mas dados oficiais não confirmam

Uma declaração ao jornal Folha de S. Paulo desta quarta, 29, da presidente do Sinstal (sindicato de empresas instaladoras de redes de telecomunicações), Vivien Mello Suruagy, causou apreensão entre operadores e no governo. Segundo Suruagy, o setor teria demitido 450 mil pessoas nos últimos quatro meses. Mas os dados do Ministério do Trabalho mostram que pode haver interpretação exagerada desses dados. Não existe esse volume de perdas de vagas efetivas. O que há é um turn-over de 400 mil trabalhadores, contando o setor de call center, mas é uma troca natural, considerando que o mercado de call centers é um dos que têm maior rotatividade no setor de serviços e um grande volume, com uma grande quantidade de funcionários que entra e sai todos os meses. Segundo fontes ligadas às empresas de telecomunicações, não houve nenhuma variação atípica, pelo menos nas proporções apontadas pelo Sinstal. Além disso, o setor como um todo emprega, direta e indiretamente, cerca de 500 mil pessoas (considerando a alocação dos funcionários de call center contratados pelas teles), o que representaria uma troca de mais de 100% na mão-de-obra do setor. O que pode ter havido é um grande volume de dispensa dos funcionários sem registro pelas empresas terceirizadas, o que não pode ser medido pelo Ministério do Trabalho. Há, possivelmente, um processo de enxugamento em função da retração econômica, mas não dessa dimensão apontada pelo sindicato patronal.

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