Algar Telecom atualiza rede para capacidade de 10 Gbps

Para lidar com a demanda cada vez maior de banda larga para a base de 2,2 milhões de unidades geradoras de receita (UGR), a Algar Telecom (CTBC) atualizou sua infraestrutura de rede MLPS (protocolo de roteamento baseado em pacotes rotulados) de 10 Gbps com tecnologia da Extreme Networks. A companhia anunciou neste mês a conclusão dessa etapa, iniciada em 2012, mas já possui acordo para ampliação em 2013. A companhia já possuía 700 switches da família Summit em uma rede e agora deverá colocar mais 90 unidades (crescendo mais 20% no próximo ano), além de adicionar uma terceira camada da rede metropolitana com capacidade de 10 Gbps nos anéis.

De acordo com o diretor de operações e tecnologia da Algar, Luis Antônio Andrade Lima, a operação é necessária para tentar cobrir o "buraco sem fundo" do consumo de banda. "Isso tem feito as operadoras reavaliarem e maximizarem o investimento em redes MetroEthernet e DWDM", explica o executivo. Por isso, a companhia buscou revisar o nível de provisionamento junto aos clientes, procurando unir qualidade de serviço com a agilidade na entrega, sem tanta intervenção humana. "Antes, para configurar um anel era basicamente de switch a switch, e hoje você faz direto no cliente. Isso aumenta a resiliência dos serviços prestados."

A atualização dá também a flexibilidade no processo para entregar qualquer tipo de protocolo na rede MPLS. "Com a competição, poder efetivar uma ativação de cliente mais rápido do que a média do mercado é um diferencial, e isso nos ajuda a ser mais efetivo", garante Lima.

A atualização é fundamental para atender à demanda de clientes empresariais. A companhia tem crescido de 30% a 35% ao ano no mercado de B2B. "O mercado corporativo compra na razão total, não é emoção. Se a gente está crescendo em média isso, (o upgrade) nos garante aumento de base dos serviços", argumenta Lima. A demanda inclui até a própria Algar. "Posso ter uma estação radiobase (ERB) que esteja ligada na rede através do anel, ao mesmo tempo em que possuo armários MSAN de ADSL conectados na rede metro diretamente", diz. Do lado do usuário residencial, há também o maior consumo de vídeo. Para conseguir entregar mais banda com menos dinheiro, esperando menor retorno de receita, a resposta é otimizar os processos. "Temos de ver todo o ecossistema, é uma questão de produtividade, do modo de fazer as coisas diferentes", ressalta Luis Lima.

Segundo o especialista em redes IP da Algar, Tiago Setti, as redes de acesso metropolitano da empresa estão preparadas. "Temos visto crescimento de 80% a 85% ao ano em demanda de banda, e vamos multiplicar (a capacidade de rede) por dez. Se esse crescimento continuar, vamos ter média de quatro a cinco anos de rede, mas são equipamentos que já nos permitem ampliar a capacidade", garante. Com o tempo, a operadora deverá migrar toda a estrutura para o padrão de tráfego em 10 Gbps.

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