TIM e Claro se preparam para lançamento do 5G em Brasília na próxima semana

Presidente da TIM, Alberto Griselli, durante o Painel Telebrasil 2022. Foto: Bruno do Amaral

O lançamento do 5G Standalone na faixa de 3,5 GHz em Brasília já tem uma data provável: dia 5 de julho. O presidente da TIM, Alberto Griselli, falou por várias vezes durante o Painel Telebrasil 2022 nesta quarta, 29, que isso ocorreria "nos próximos dias", mas a mensagem no telão da apresentação do executivo deixava clara a data prevista, que aconteceria durante uma convenção anual da empresa.

Griselli comentou que o lançamento terá um "pacotinho 5G para os clientes consumidores brincarem com a velocidade a mais". Assim, a TIM espera ir aprendendo e evoluindo para como será modelado o serviço para os usuários. Até por não haver casos de uso consolidados em outros países, como lembrou ele.

Mas a TIM quer chegar lá com uma cobertura significativa, e não apenas com o mínimo exigido pelos compromissos do Edital do 5G. A cobertura em Brasília deveria ter cerca de 30 novas antenas para irradiar o sinal na faixa de 3,5 GHz. A operadora diz que começará com 100 estações "para o 5G ser relevante de imediato, acima do relevante migratório, e dando oportunidade para o cliente migrar e ter o serviço de fato disponível."

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A base da operadora já tem "percentual de dígito duplo" com celulares já compatíveis com a tecnologia. E nas lojas da empresa, 80% dos novos smartphones vendidos possuem suporte à quinta geração.

Claro tem pressa

Já a Claro deverá efetuar o lançamento do 5G Standalone em Brasília também. Antes disso, no próximo dia 30, a companhia efetuará um evento para anunciar os detalhes. E brincou, dizendo que acabaria lançando mais sites do que a concorrente TIM: "Ouvi dizer que vamos lançar com 120 antenas", disse o presidente do grupo no Brasil, José Félix.

Mas o 3,5 GHz não deverá ser suficiente já nos próximos anos. Félix explica que a operadora apostou forte na faixa de 2,3 GHz, frequência com a qual já demonstra o 5G Não Standalone. "Pagamos bem, além do que eu gostaria. Porque lá para 2025, não vai ter espectro suficiente. Em algumas áreas de São Paulo, por exemplo, vai faltar", coloca. 

Mesmo com refarming, que só disponibiliza blocos pequenos de espectro, o 5G ainda vai continuar demandando, prevê ele. Mas isso não significa que a tele passará a utilizar a faixa de 26 GHz. "A realidade de um país que não é o nosso. Toda a conversa do FWA é problema, porque aqui a CPE custa R$ 1.200. E leva 12 meses só para pagar a caixinha."

O conselheiro da Anatel Moisés Moreira, que preside o Gaispi (grupo a quem cabe dar a autorização para início do uso da faixa de 3,5 GHz) admitiu que existe a possibilidade de a agência dar a anuência para o início das operações antes do prazo máximo previsto (30 de setembro), mas que isso precisará ser feito com calma, sem pressão política e seguindo critérios técnicos que deem aos operadores e à Anatel segurança para a tomada de decisão.

Evento

Na próxima segunda, dia 4, TELETIME realiza presencialmente, em São Paulo, uma edição do evento TELETIME Tec dedicado às estratégias de 5G. Todas as operadoras móveis atuais e as principais entrantes regionais no 5G, assim como a Anatel, participarão do evento, trazendo alguns detalhes sobre os desafios regulatórios, as estratégias tecnológicas e comerciais que serão adotadas com o lançamento da nova tecnologia. Mais informações sobre o evento, que acontece no WTC Events Center, estão disponíveis pelo site do evento

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