Solução para gargalo da rede móvel não pode ser restrita a mais espectro

O número de ERBs ainda é muito pequeno no Brasil e as teles precisam investir mais em cobertura e inteligência de rede. A opinião é do gerente de soluções e marketing da Alcatel-Lucent, Roberto Falsarella, em debate sobre a infraestrutura do serviço de banda larga móvel no Seminário TELETIME Broadband, realizado nesta quarta-feira, 29, em São Paulo.
Diante disso, Falsarella destacou que para atender à crescente demanda por tráfego nas redes móveis é preciso muito mais do que novas faixas de espectro. "A questão passa por mais estações radiobase (ERBs), ainda em número insuficiente e muito pequeno no Brasil se o compararmos com outros países de dimensões territoriais semelhantes, como os Estados Unidos", diz.
Outra solução, segundo Falsarella, é o uso de tecnologias mais eficientes, que aproveitem o espectro em todo o seu potencial de transmissão, como os hotspots e femto células. "Essas células resolvem os problemas a curto prazo nas regiões com alta demanda de dados e gargalos de transmissão. Algumas operadoras consomem de 6 Gbps a 10 Gbps por dia nesses tipos de área, o que representa um custo muito alto", destaca o executivo, que também apontou as redes móveis virtuais (MVNO) como outra opção eficiente para a redução dos gargalos de transmissão.

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O diretor da Alcatel-Lucent destacou também a necessidade de mais investimento por parte das operadoras, mais qualidade nos serviços prestados e uma melhor engenharia de infraestrutura, que leve em consideração, entre outras coisas, o crescimento das sinalizações geradas pelos smartphones. "As redes precisam ser mais flexíveis e inteligentes", finaliza.

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