Internet fixa ultrapassa telefonia fixa em número de assinantes

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O Brasil já conta com um número de contratos de Internet fixa (SCM) maior que o registrado no serviço de telefonia fixa (STFC), revelaram estatísticas de acesso de telecom em março publicadas pela Anatel nesta quarta-feira, 29. No terceiro mês de 2020, 32,998 milhões de contratos de Internet fixa foram contabilizados no País, contra 32,652 milhões do serviço telefônico.

Segundo o painel de dados da Anatel, a ultrapassagem ocorreu ainda em fevereiro, mas não foi identificada na época por conta de subnotificações no número de contratos de Internet. Após uma atualização das informações, o total de acessos do serviço no segundo mês do ano foi revisto para 33,150 milhões (ante 32,616 milhões informados inicialmente); já a telefonia fixa somava 32,803 milhões de acessos.

Dessa forma, a Internet fixa registrou uma queda mensal de 0,5% no número de acessos em março ante fevereiro, ainda que a ocorrência de novas subnotificações seja provável. Em um ano, a base do serviço cresceu 3,7%.

No caso das provedores de pequeno porte (PPPs), houve salto anual de 29,5% e recuo mensal de 1,1%, para 10,582 milhões de contratos ativos em março. Mais uma vez, a queda pode ser motivada pela ausência de notificações: os dados da categoria em fevereiro, por exemplo, foram agora atualizados pela Anatel, apontando para 10,696 milhões de clientes, ou cerca de 534 mil contratos a mais que o reportado inicialmente.

Do total de acessos informado pelas PPPs em março, 6,762 milhões eram habilitados via fibra ótica, em alta de 1,1%. O montante corresponde a 63,9% dos acessos fornecidos pelas empresas regionais e 59,6% de todos os contratos em fibra ótica existentes no País. Vale lembrar que na atualização do Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações (PERT) da Anatel, conforme noticiou o TELETIME, a presença de fibra na rede de transporte chegou a 91,5% dos municípios.

Grandes grupos

Líder individual do mercado de Internet fixa, a Claro encerrou março com 9,680 milhões de contratos ativos, ou alta mensal de 0,5% após 43,7 mil adições líquidas. Em um ano, a evolução da base da empresa é de 2,5%. Especificamente na fibra ótica, houve 17 mil novos acessos em março, para 321 mil (em aumento mensal de 5,7%).

Já a Vivo encerrou o terceiro mês de 2020 com 6,857 milhões de clientes, em queda mensal de 0,7% que correspondeu a saldo negativo de 46,6 mil acessos. Em um ano, o recuo na base é de 8,7%. O negócio de fibra da operadora, por outro lado, segue crescendo: foram 65,5 mil ativações líquidas em março, para 2,767 milhões de acessos (em alta mensal de 2,4%).

A mesma dinâmica de mercado ocorreu com a Oi, cuja base total recuou 0,8%, para 5,048 milhões de clientes após 38,7 mil desconexões líquidas. Em um ano, o recuo chega a 13,8%. Já os contratos de fibra ótica da Oi atingiram 1,266 milhão em março, em alta de 7,6% em um mês, após 89 mil adições líquidas informadas.

A TIM, por sua vez, encerrou março com 601,9 mil contratos após 6,3 mil adições (aumento mensal de 1,1%). Em um ano, a base da empresa cresceu 19,6%. Do total, 211,9 mil são contratos habilitados pela fibra ótica; no terceiro mês do ano, houve 10,3 mil adições líquidas, ou salto de 5,1%.

Tecnologia

De modo geral, os acessos em fibra cresceram 2,3% em março em todo País, para 11,329 milhões. Em um ano, o avanço chega a 70,4%.

Após deixar de ser a principal tecnologia de acesso à Internet fixa do Brasil, a tecnologia xDSL foi ultrapassada em março também pelo cabo coaxial: foram 9,639 milhões deste contra 9,443 milhões do xDSL no terceiro mês do ano (em variações mensais de 0,1% e -3%). Já 2,078 milhões de acessão são habilitados por rádio (queda de 5,8%).

Com o aumento dos acessos em fibra, também cresceram os contratos com velocidades acima de 34 Mbps. Em março, 15,125 milhões de clientes contavam com o nível de serviço em alta anual de 62% e mensal de 3,3%.

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