Claro tem crescimento na receita no trimestre, mas coronavírus traz incertezas

Foto: Pixabay

A Claro Brasil que engloba Claro, Embratel e Net, mas não consolida resultados de operações como DTH) registrou aumento na receita e no lucro durante o primeiro trimestre deste ano, segundo balanço financeiro divulgado na noite da terça-feira, 28. Em grande parte, graças ao desempenho da operadora no segmento de celular (serviço móvel).

Mas o resultado ainda não reflete completamente o impacto do coronavírus (covid-19). No balanço financeiro, a Claro compartilhou expectativas em relação à pandemia. Segundo a empresa, "são grandes as incertezas quanto a extensão e a magnitude desta crise, e o seu potencial de impacto econômico, tanto no Brasil quanto ao redor do mundo, mas estima-se que os efeitos adversos serão significativos, com retração da economia, aumento do nível de desemprego, maior restrição ao crédito, incremento da inadimplência, dentre outros aspectos".

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Por conta da previsão, e ressaltando que a pandemia ainda teve impacto limitado nos resultados do primeiro trimestre, a Claro diz que "os próximos meses serão muito mais desafiadores, especialmente enquanto o cenário de isolamento for mantido". Assim, diz estar adotando medidas para minimizar os efeitos adversos sobre os negócios para manter a saúde financeira e a liquidez.

Para os clientes, destaca medidas como a flexibilização das políticas de cobrança e aumento da digitalização no atendimento. "Trabalhamos, ainda, para que nossa rede continue funcionando normalmente, apesar do crescimento significativo observado no consumo dos nossos clientes, que agora precisam trabalhar e estudar remotamente." No mercado corporativo, a operadora afirma ter intensificado atuação junto a clientes para continuidade operacional por meio de ofertas de home office.

Resultado

A receita líquida total foi de R$ 9,309 bilhões, um avanço de 3,5% comparado ao mesmo período de 2019. A receita de serviços sustentou esse resultado, com aumento de 4% e total de R$ 8,945 bilhões. 

O desempenho do segmento móvel, por sua vez, foi o único a apresentar crescimento no período. O total de R$ 3,439 bilhões representa um acréscimo de 18,1%, em grande parte por conta do avanço de 15,9% na base de pós-pago, ou 3,9 milhões de acessos a mais. Isso provocou um aumento de 18,4% na receita média por usuário (ARPU) móvel.

Os demais negócios da Claro apresentaram queda no trimestre. O serviço fixo (banda larga, telefonia e TV por assinatura) ainda é o maior componente da receita, totalizando R$ 5,506 bilhões. Porém, o resultado representa uma queda de 3,2% comparado a 2019. A operadora destaca, porém, que a banda larga residencial aumentou 11,2% no período. 

Outras receitas também apresentaram diminuição nos três primeiros meses de 2020. A receita de aparelhos caiu 4,5%, totalizando R$ 259 milhões, enquanto a de interconexão totalizou R$ 105 milhões, queda de 14,7%. 

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) aumentou 7,8% no primeiro trimestre, totalizando R$ 3,681 bilhões. A margem EBITDA cresceu 1,6 pontos percentuais, encerrando março em 39,5%. Segundo a Claro, isso é fruto de "crescimento sustentado de receita e otimização contínua de custos operacionais, principalmente através de ganhos de eficiência e digitalização de processos". 

Nextel

Ainda que não contabilizado no consolidado do grupo, a Nextel aparece pela primeira vez no balanço da Claro – a aquisição foi finalizada em dezembro de 2019. A operação registrou receita de R$ 589 milhões, aumento de 8,67%. O EBITDA cresceu 3,52% e ficou em R$ 147 milhões.

Operacional

A Claro Brasil encerrou março com 55,1 milhões de clientes móveis. A empresa afirma ter liderado na portabilidade numérica, registrando um recorde no volume de transações. A companhia também diz cobrir potencialmente 77,1% da população brasileira com o serviço de LTE-Advanced Pro, chamado comercialmente de 4,5G.

Nos serviços residenciais, a companhia adicionou 104,5 mil novos acessos na banda larga, destacando que as conexões acima de 34 Mbps já somam 6,4 milhões de contratos (porém, são dados de fevereiro). A operadora diz ter 44,30% do mercado. A cobertura de fibra até a residência (FTTH) chegou a 69 novas cidades.

Na TV por assinatura, a empresa diz ter 49,3% de market share. Destaca ainda a marca de 66 mil títulos no VOD (plataformas Now e Claro Vídeo) e mais de 259 milhões de transmissões de conteúdo no primeiro trimestre. 

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