ZTE quer estar entre as três maiores em LTE

A ZTE tem como meta estar entre os três fabricantes com maior participação nas vendas de infraestrutura para redes LTE. A afirmação é do vice-presidente de tecnologias sem fio e estratégia da ZTE na América do Norte, Donglin Shen. O executivo reconhece que a ZTE chegou um pouco tarde na disputa por contratos em 3G, mas confia na qualidade de seus produtos para ficar entre os três maiores fabricantes em LTE. Shen esteve no Brasil esta semana para participar do LTE Latin America, evento realizado no Rio de Janeiro.
Ericsson, Alcatel-Lucent, Nokia Siemens e Huawei estão entre seus principais rivais nessa disputa. Alguns deles já conseguiram contratos importantes para montar as primeiras redes comerciais em LTE na Europa e nos EUA. Ou seja: a ZTE precisa correr para não ficar para trás. A fabricante chinesa participa de alguns testes com a tecnologia em operadoras como a Telefónica, na Espanha, e a CSL, em Hong Kong.
Shen destaca como diferencial de sua solução de acesso em rádio a compatibilidade com múltiplas tecnologias e controle feito totalmente por software. "Oferecemos uma arquitetura flexível e que requer baixo investimento em sua evolução", explica.
A ZTE também produz infraestrutura para redes WiMAX, mas o executivo deixa claro que a prioridade é o LTE, porque terá uma escala de adoção muito maior no mundo. "O LTE é mainstream", resumiu.
Motorola
Sobre os rumores de que a ZTE estaria interessada em comprar parte da Motorola, o executivo disse desconhecer qualquer negociação nesse sentido. "Não se trata de uma questão de dinheiro. Precisamos ter muito cuidado ao tratar de uma possível aquisição como essa. São empresas de países diferentes, com culturas diferentes…", disse Shen. Obviamente, se um dia for oficializada uma proposta pela Motorola, ela terá que ser costurada não apenas entre os acionistas das duas companhias, mas também entre os governos dos EUA e da China.
América Latina
Shen frisou a importância da América Latina na estratégia da ZTE para os próximos anos. Ele entende que sua empresa tem como vantagem frente aos concorrentes o fato de estar sediada em uma nação emergente e, logo, conhecer a realidade dos países em desenvolvimento.

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