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Até 2014, serão vendidas mais micro e picocélulas LTE do que ERBs LTE tradicionais

A tendência de miniaturização das estações radiobase (ERBs), ao que tudo indica, chegou para ficar. Um levantamento realizado pela ABI Research e divulgado nesta quinta, 29, estima que as remessas de micro e picocélulas LTE superarão aquelas de macro células LTE (ERBs tradicionais) em 2014, alcançando os volumes de 127 mil e 113 mil unidades vendidas, respectivamente. As receitas de ERBs LTE, no entanto, continuarão concentradas nas macro células. Segundo o levantamento da ABI, as receitas com as ERBs em miniatura responderão por US$ 1,09 bilhão, o equivalente a apenas 5,2% da receita total de US$ 20,86 bilhões em 2014. Até 2016, esse percentual deve se elevar para 23,9%, quando as receitas das small cells LTE somarão US$ 4,44 bilhões de um mercado total US$ 18,6 bilhões.

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Essa mudança na arquitetura das redes móveis será impulsionada pelo crescimento exponencial da demanda de tráfego nas redes celulares e pela expectativa de redução de Opex e Capex com as ERBs em miniatura. Micro e picocélulas prometem maior eficiência energética e otimização do uso do espectro, além de permitir melhor escalonamento e gerenciamento de banda por usuário nos hotspots formados por elas em áreas de grande concentração de demanda.

O estudo indica que as operadoras começarão a adotar os equipamentos em miniatura para as camadas de pico e microcélulas, mas a tendência é de que adotem os equipamentos como parte fundamental de implementação de redes heterogêneas.

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