TelComp: requerimento do Release 16 para 5G é 'importante e saudável'

Diante da polêmica em torno do requerimento de adequação ao Release 16 do 3GPP para as estações radiobase na proposta do edital de 5G que deverá ir à votação do Conselho Diretor da Anatel na próxima segunda-feira, 1º, a associação de operadoras competitivas TelComp se posicionou a favor da adoção. Segundo a entidade, a necessidade de investimento está em linha com o leilão, e a exigência seria "importante e saudável do ponto de vista de padrão técnico, evolução tecnologia do País e aumento de competitividade". 

A nota enviada ao TELETIME na noite desta sexta-feira, 29, lembra ainda a tecnologia non-standalone 5G são "rádios LTE que se adaptam para ter um acesso 5G em termos de velocidade", utilizando o core de rede 4G. E que no padrão standalone, o 5G precisaria utilizar elementos novos, o que significa que as operadoras precisariam de novos rádios para todos os pontos de presença já instalados.

"O investimento é, de fato, maior para as operadoras e está em linha com o que se espera do leilão: não ser arrecadatório, que incentive o investimento em novas redes e expansão de infraestrutura no País", declara a entidade. "Se o Brasil quer uma verdadeira experiência do 5G, com velocidade muito maiores e latência baixíssima que é necessária para muitas das aplicações que se alardeia, é necessário então o padrão 'stand alone'."

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Pelo lado das grandes operadoras, houve estranheza. A proposta requer o Release 16 ou superior, com ativação de portadora com largura de banda de pelo menos 50 MHz, para garantir requisitos necessários para a viabilização dos conceitos de baixíssimas latências (URLCC), aplicação massiva de Internet das Coisas (mMTC) e capacidade ampliada de banda larga (eMBB). O problema, alegam as teles, é que seria inviável atender a esses conceitos com o 5G non-standalone, e isso descartaria os investimentos já feitos nas redes atuais.  

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