Estudo aponta que serviço celular no Brasil como um dos mais baratos do mundo

Com o valor equivalente ao de um sanduíche Big Mac (metodologia de comparação de valor de produtos e custo de vida bastante adotada em análises econômicas) é possível usar mais o celular e Internet móvel no Brasil que em outros países com expressivos mercados de telecomunicações. É o que mostra um comparativo feito pela Telebrasil entre o Índice Big Mac, da revista The Economist, divulgado neste mês, e os preços dos serviços no Brasil e em outros países do mundo que constam dos dois estudos.

Estudo da associação de operadoras, do fim do ano passado, já mostrava que os preços da banda larga móvel e do minuto do celular estão entre os mais baratos do mundo, ocupando a quarta e quinta posição. Considerando a cotação em dólar do preço do sanduíche Big Mac em cada país e fazendo um comparativo com o preço do minuto de celular e do Megabyte da banda larga móvel pré-paga, foi possível confirmar esse resultado.

Com o valor de um Big Mac é possível falar 128 minutos ao celular no Brasil, que ocupa o segundo lugar no ranking dos países que mais falam pagando o valor do sanduíche. O Brasil está à frente de países como a Rússia (76 min), Estados Unidos (53 min), Austrália (39 min), Reino Unido (11 min) e Japão (10 min), ficando atrás apenas da China (159 min).

O mesmo ocorre com a banda larga pré-paga. Com o mesmo valor pago por um Big Mac é possível contratar 426 MB no Brasil, que lidera a lista dos mais baratos, na frente da China (396 MB), da Rússia (194 MB), do Reino Unido (170 MB), Estados Unidos (106 MB) e Austrália (102 MB).

O levantamento considera os preços com impostos. No Brasil, de acordo com o portal de estatísticas Statista, o sanduíche custava em 2017 o equivalente a US$ 5,1 – o sexto mais caro do mundo, atrás de Suíça, Noruega, Suécia, Estados Unidos e Finlândia.

Segundo o estudo, os valores poderiam ser ainda mais baratos no Brasil sem a carga tributária, que está entre as mais altas do mundo, representando 47% sobre o preço dos serviços. O Estudo completo que permitiu a comparação dos preços pode ser acessado aqui.

 

 

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Essa pesquisa está incompleta. Viram os preços de Israel? Da Índia?
    Não vamos distorcer o preço de um meio dos mais caros do mundo.
    Está imparcial este artigo.

  2. Só mensurar o preço, sem considerar a qualidade dos serviços, não me parece um estudo devidamente aprofundado sobre a questão. E quanto à qualidade da prestação dos serviços? O que o estudo conclui?

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