Executivos da Huawei são presos por vistos irregulares

A Polícia Federal prendeu na última terça-feira, 27, cerca de 73 funcionários chineses da Huawei suspeitos de trabalhar de forma irregular na sede da companhia, em São Paulo. A ação foi uma resposta às denúncias de que a empresa empregaria técnicos chineses sem visto de trabalho. Dos 73 chineses detidos, 50 estavam com visto de negócios, que é concedido ao estrangeiro que viaja ao Brasil, sem remuneração no território nacional, para reuniões, assinatura de contratos, visita à empresas, controle financeiro ou administrativo, compra de produtos, prospecção comercial, filmagem, adoção internacional ou expositores. Os outros 23 estavam com a situação regular.
Os estrangeiros que possuíam vistos de negócios tiveram o prazo de permanência reduzido e ao fim deste deverão deixar o País. Caso isso não ocorra, eles serão notificados a deixar o país em até oito dias sob pena de multa. A empresa será autuada em R$ 2.483,25 por manter estrangeiro em situação irregular.
Permanecem presos três executivos da diretoria da Huawei, que não tiveram seus nomes revelados. Eles são acusados de sonegação previdenciária, apropriação indébita previdenciária, ocultação de estrangeiro clandestino e frustração de direitos trabalhistas, podendo pegar de dois a seis anos de prisão.
A Huawei tem escritórios em São Paulo e representações comerciais no Rio de Janeiro e Brasília com cerca de 500 funcionários, um terço deles estrangeiros. Segundo a assessoria de imprensa da Huawei, nenhum executivo da companhia estava disponível para fornecer mais informações. No comunicado enviado à imprensa, a empresa afirma que a operação ?não influenciará as operações da Huawei no País?, destacando que está colaborando com as investigações.
A PF vem apertando o cerco às multinacionais no País, a exemplo da Cisco, que teve seus executivos presos por importação irregular de produtos.

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