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Para PPPs, modelo do edital do 5G permitiu novos entrantes no mercado móvel

Cristiane Sanches, conselheira da Abrint

Representantes de prestadoras de pequeno porte (PPP) que participaram de audiência pública que discutiu a implementação da tecnologia 5G no Brasil na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) no Senado nesta quinta-feira, 28, reconheceram que o edital do leilão da Anatel trouxe avanços que permitiram a participação dessas empresas menores na disputa do certame, aberto na quarta-feira, 27.

Alex Jucius, diretor-geral da Associação NEO, entende que o modelo do edital deu oportunidade para que empresas menores entrassem na disputa, algo que não aconteceu em editais anteriores. Um exemplo foi a quantidade de proponentes que se inscreveram no leilão. “Em geral, apareciam quatro prestadoras. Ontem tivemos 15 proponentes, o que indica que foi a decisão acertada da agência buscar novos entrantes para o mercado de mobilidade”, afirmou.

Jucius também ressaltou que o edital aponta muito mais para aspecto positivos do que negativos, e que ele chegou em um ponto possível, entendendo que ele foi bem construído. Além disso, o executivo disse que o modelo não arrecadatório do leilão é um fator positivo.

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Para a representante da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), Cristiana Sanches, é preciso analisar o edital a partir do contexto. “Analisando o histórico das discussões do edital, observamos que tivemos um saldo positivo neste processo. Isso porque permitiu a entrada de atores que historicamente atuavam no fornecimento de banda larga fixa no mercado de banda larga móvel”, esclareceu Sanches.

Ela destaca ainda que edital do leilão do 5G contempla uma regionalização da oferta do serviço de telefonia móvel, e que apesar de não ser um modelo ideal, permite competitividade no mercado. “Além disso, a formatação construída no edital permite o acesso à redes neutras. O espectro é um bem escasso. E o futuro do espectro é o compartilhamento”, afirmou.

Acesso ao 5G

Sobre o acesso à tecnologia 5G, Sanches acredita que a “carteira usuário brasileiro” continua do mesmo tamanho e que, por isso, as ofertas dos serviços móveis ao usuário final manteriam os atuais preços já praticados no mercado. “Esperamos que não haja prejuízos maiores para a aquisição dos serviços 5G. A oferta dos serviços 5G vai dar continuidade nos preços atuais para que se mantenha a competitividade e os clientes finais. Esperamos que todos tenham acesso e que tenhamos uma verdadeira inclusão digital”, finalizou.

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