Fibra e cabo estão em 39% dos domicílios com acesso à Internet

Foto: Pixabay

A banda larga fixa no Brasil tem se consolidado predominantemente por cabo ou fibra, segundo mostra a pesquisa TIC Domicílios 2018 divulgada nesta quarta, 28. Dentre os 46,5 milhões de domicílios com acesso à Internet, 62% tinham banda larga fixa, 1% discada, 27% por rede móvel e 10% não sabiam. Do total de domicílios, 39% contavam com cabo ou fibra, enquanto a conexão de cobre (xDSL) correspondiam a 10%. O satélite é a tecnologia em 6%, e o rádio, em 5% dos domicílios.

A figura muda um pouco na divisão geográfica. A penetração da banda larga fixa na área urbana é de 63% dos domicílios, enquanto nas zonas rurais, é de 51%. A fibra e o cabo também estão menos presentes na área rural: 20%, contra 41% nas urbanas. "A fibra chega menos nas áreas rurais, e aumentam as conexões de rádio e satélite", declarou o coordenador da pesquisa, Winston Oyadomari. Nesse segmento, a penetração do rádio é de 13%, enquanto o satélite é de 15%, o que corresponde a 600 mil domicílios com acesso satelital (de um total de 3,2 milhões no Brasil). O acesso móvel rural está presente em 34% dos domicílios, contra 26% nas cidades.

Nos domicílios com acesso, o Wi-Fi predomina em 79% das casas. No recorte urbano, esse percentual sobe para 80%, enquanto nas zonas rurais, fica em 67%. O compartilhamento do acesso com o vizinho é prática em 20% das residências, percentual que vai a 33% nas áreas rurais e 18% nas urbanas. Segundo Oyadomari, no recorte de indivíduos, a pesquisa mostra que 74% dos que usam Internet no celular o fazem pela rede móvel, percentual que aumenta para 89% quando se fala em Wi-Fi. "Quando cruzamos os dados um com o outro, vemos que 63% usam as duas tecnologias. E quando se fala em exclusivos, 24% só utilizam Wi-Fi", declara. O pesquisador fala que isso é coerente com os dados sociais: na classe C, 25% não usa rede móvel 3G/4G, enquanto na D/E são 29%. "São nessas classes que os usuários só usam Wi-Fi, provavelmente gratuito, pois 68% da classe D/E têm aparelho celular."

A desigualdade fica também óbvia no recorte de poder aquisitivo. A banda larga fixa está presente em 80% das residências com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos. Para as famílias com até um salário mínimo, a penetração cai para 44%, e entre um e dois salários, fica em 58%. Da mesma forma, a classe A conta com 87% de penetração, enquanto na D/E, essa taxa é de 35%.

A principal razão pela qual os domicílios pesquisados não tinham acesso é o preço: 27% dos entrevistados afirmaram que acham o serviço muito caro. Esse percentual é idêntico na área urbana, e de 28% nas zonas rurais. A falta de disponibilidade é o motivo em 5% dos casos no País, percentual que cresce para 13% nas zonas rurais (e 3% nas urbanas). Vale notar que a falta de interesse foi citada por 16%, enquanto 18% disseram não saber usar a Internet.

Velocidade

Dos domicílios com conexão à Internet, 6% só tinham acesso a velocidades de até 1 Mbps. A faixa mais popular no Brasil é a de 9 Mbps a 10 Mbps, presente em 9% das conexões. As residências com entre 21 Mbps e 50 Mbps eram 6%, e com mais de 51 Mbps eram 4% do total. A pesquisa ainda registrou 9% que não sabiam informar, e 37% ainda sem banda larga fixa. Interessante notar que na área rural, esse total de domicílios sem banda larga fixa sobe para 49%.

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