AWS vê 'reinvenção' de telecom com adoção de nuvem pública no 5G

(c) 2019 Tony Webster.

Participando do primeiro dia do MWC 2021 nesta segunda-feira, 28, o futuro CEO da Amazon Web Services (AWS), Adam Selipsky, apontou uma "reinvenção" do setor de telecom na medida que mais operadoras passam a contar com plataformas de nuvem pública para habilitar serviços 5G.

"Este é um momento excitante para a indústria. As telecomunicações estão sendo reinventadas diante de nós", afirmou o executivo, em participação remota no evento sediado em Barcelona (Espanha). Selipsky assumirá a AWS no lugar do atual CEO, Andy Jassy – que passará ao comando da matriz Amazon no terceiro trimestre, substituindo Jeff Bezos.

Segundo o novo CEO da divisão de nuvem, o "exercício de capital intensivo e tecnicamente complexo" do 5G ampliou a relevância das provedoras que atuam no segmento, uma vez que a capacidade computacional de data centers será essencial na arquitetura de quinta geração. 

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Neste sentido, a infraestrutura da AWS poderia habilitar implementações elásticas, em curto prazo e com menor exigência de capex, afirma o executivo. "Estamos muito animados em trazer o modelo de cloud para as operadoras de telecom", resumiu Selipsky, durante o MWC. 

Na ocasião, a AWS revelou uma nova parceria com a suíça Swisscom para migração da operadora ao ambiente de nuvem e habilitação de novos serviços 5G. Contratos já em curso também foram destacados, inclusive com a Telefónica e com a norte-americana T-Mobile.

Segundo Selipsky, conversas com praticamente todos os grupos globais de telecom têm sido realizadas pela provedora de cloud, com novos acordos no horizonte. Parcerias com fornecedores como Nokia, Ericsson, Samsung e Amdocs foram outro ponto citado como prova de inserção da companhia na cadeia de telecom.

MEC

Também em participação remota no mesmo painel, o CEO da norte-americana Verizon, Hans Vestberg, destacou que a empresa foi a primeira a rodar mobile edge computing (MEC) na plataforma da AWS. 

A operadora mencionou expectativa do segmento movimentar US$ 30 bilhões em 2025 e colocou o MEC como um dos três grandes mercados do 5G, ao lado do serviços móvel aprimorado e da banda larga fixa sem fio (FWA) de quinta geração.

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