Com resultados, Open Gateway ganha tração na transformação de empresas

O Open Gateway tem pouco mais de um ano desde que foi formalmente anunciado, mas já começa a apresentar resultados concretos no Brasil. Trata-se do padrão de APIs abertas abraçado pela indústria de telecomunicações em fevereiro de 2023 e que, potencialmente, permitirá o desenvolvimento de uma série de serviços digitais que poderão funcionar nas redes de todas as operadoras, de maneira  padronizada. Este ano, durante o Mobile World Congress em Barcelona, o Itaú foi protagonista na abertura do evento compartilhando a experiência com a Vivo no Brasil.

Para Diego Aguiar, diretor de operações da Telefônica Tech, a iniciativa do Open Gateway traz a capacidade de transformar o setor de telecomunicações em uma plataforma de serviços. "É uma revolução que estamos olhando agora", disse ele em debate durante o TELETIME em Destaque, programa do canal da TELETIME no Youtube que discute em profundidade temas relevantes do mercado de telecomunicações. O episódio sobre Open Gateway foi produzido em parceria editorial com a Vivo.

Para Augusto Nellessen, superintendente de Tecnologia do Itaú, que também participou do debate, o balanço até aqui foi positivo. "Conseguimos migrar dos modelos velhos para o jeito Open Gateway de fazer. Ganhamos tempo, o time de desenvolvimento entendeu e aprendeu a programar, e cada nova área de produtos já olha para algumas outras das mais de 20 APIs disponíveis para entender o que pode ser feito", disse.

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O Itaú foi pioneiro ao abraçar o modelo Open Gateway para seus sistemas de segurança e autenticação de clientes. E já existem dois novos produtos em vista: garantia de Qualidade de Serviço (QoS) para acesso dos clientes às plataformas digitais e uma aplicação de adquirência, diz Nellessen.

Para Aguiar, "nossa missão é impulsionar a adoção das APIs em conjunto entre todas as operadoras, entender os casos de negócio e ficar junto dos clientes (no desenvolvimento). Uma coisa que a gente faz aqui serve para todos os setores", disse ele na conversa.

Para Alex Pereira, diretor de parceria com operadoras para AL da Infobip, que atuou junto à Vivo e Itaú no desenvolvimento do projeto, a demanda das diferentes áreas de atividade econômica pelo Open Gateway é crescente. 

"O nosso primeiro contrato (de desenvolvimento de API de rede aberta) era de 2021. E estamos desde 2019 em mais de 10 países trabalhando nisso", diz ele, lembrando que o Open Gateway surgiu da iniciativa Open API da GSMA, associação que congrega as operadoras e que capitaneou a padronização atual.

"O Open Gateway está só começando, já temos mais de 40 oportunidades mapeadas e podemos chegar a centenas", diz ele. Segundo Alex Pereira, o grande desafio agora é levar conhecimento sobre a tecnologia e potencial de negócios para outros setores da economia, já que do ponto de vista do ecossistema de desenvolvedores, o Open Gateway tem se mostrado muito mais simples e ágil do que se poderia imaginar.

Confira a íntegra do TELETIME em Destaque no Youtube:

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