Governo menciona conectividade no Nordeste, mas plano para backbone continua sem anúncio formal

Prometida para a última sexta-feira, 24, durante ocasião da visita do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, o plano que previa a parceria entre a Chesf e a Rede Nacional de Pesquisa para implantar um backbone no Nordeste acabou não sendo anunciado. Com aspectos mais amplos, o Plano de Desenvolvimento da Região (com a sigla PDRNE, mas chamado por diferentes setores do governo também de Programa ou mesmo de Política Nacional de Desenvolvimento Regional) em si, envolvendo estratégias para impulsionar o avanço econômico nos estados do semiárido, foi de fato apresentado, com a promessa de ser enviado para a aprovação no Congresso até agosto. Contudo, a única participação de Pontes na ocasião foi ao ser citado pela pesquisa em dessalinização de água e a disponibilização de banda larga a mais de três mil escolas por meio do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), "a maioria do Nordeste", segundo Bolsonaro. 

Dentro do PRDNE, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) comunicou que haverá iniciativas de projetos estruturantes como o investimento nos eixos de integração do Projeto São Francisco, com a "ampliação da rede de telecomunicações da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf)". No balaio dessas iniciativas, o Plano aponta fontes de financiamento não-reembolsáveis (com recursos do Orçamento Geral da União) e reembolsáveis (com financiamentos pelo Banco do Nordeste, BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, agências e bancos internacionais de fomento). Para 2019, por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), são R$ 27,7 bilhões para investimentos na região. 

Porém, a promessa de lançamento do backbone, com detalhes do plano e com explicações de onde viriam o investimento de R$ 83 milhões do governo, não chegou a ser divulgado, nem mesmo nas redes sociais do MCTIC ou do ministro Marcos Pontes. Na semana passada, durante o Painel Telebrasil 2019, o secretário-executivo da pasta, Julio Semeghini, havia dito que essa primeira etapa para levar conectividade ao Nordeste seria anunciada, com uma segunda fase, para o Norte, prevista para um segundo momento.

O MDR chegou a lançar na segunda-feira, 27, a estratégia de Rota da Tecnologia da Informação e Comunicação, com a finalidade de estruturar e incentivar arranjos produtivos locais. Quatro localidades foram selecionadas, com a primeira oficina acontecendo na Região Metropolitana do Recife, dia 4 de junho. Nos próximos meses, chegará ao Paraná, Distrito Federal e Paraíba. A Rota de TIC está inserida nas diretrizes do PDRNE.

A RNP, por sua vez, anunciou no último dia 23 a parceria com instituições de ensino de Brasília, Salvador e Palmas, entre outras cidades do interior das respectivas unidades federativas, a conexão por meio do acordo entre a RNP e a Transmissora Aliança de Energia Elétrica (TAESA). O intuito da parceria é de promover a melhoria da infraestrutura acadêmica com a rede Ipê, que cobre as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. O acordo tem 20 anos de duração e prevê uma velocidade inicial de 100 Gbps. As cidades do interior contempladas são Samambaia (DF), Serra da Mesa (GO), Gurupi, Miracema e Lajeado (TO); Rio das Éguas, Bom Jesus da Lapa, Igaporã, Ibicoara e Sapeaçu (BA). 

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