Alta velocidade chega a 76% da população da Coréia do Sul

A penetração dos acessos banda larga na Coréia do Sul está em 76% e a internet chega a 96% dos lares coreanos, segundo o coordenador de desenvolvimento de produtos da CTBC, Eduardo Rabboni. O executivo, que esteve em Seul e participou do National Broadband Forum, afirma que o debate da banda larga agora é sobre o conteúdo. Rabboni diz que os provedores de conteúdo estão se voltando para a sua vocação inicial e deixando o acesso de lado.
A tendência observada no fórum de Seul é que o usuário de banda larga quer uma experiência melhor e até aceita pagar por isso se houver qualidade. Os provedores que fecham o conteúdo sem oferecer algum valor adicionado tendem a ser mal percebidos pelo usuário. O coordenador da CTBC cita o exemplo da joint venture norte-americana entre a MGM, Sony e Paramount para a oferta de video on demand. Segundo ele, o usuário paga pela experiência porque percebe o valor.

Tecnologias

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Segundo Rabboni, o share da banda larga cresce rapidamente, ajudado pelas várias tecnologias. No Japão, a NTT DoCoMo, segundo Rabboni, prevê que os acessos fiber-to-the-home (FTTH) suplantarão os acessos ADSL entre 2007 e 2008. O que o Brasil tem em comum com o Japão é que há backbone e fibra sobrando. A diferença é que no Brasil não há acesso final via fibra. O coordenador da CTBC aponta, no entanto, que nas cidades com mais de 50 mil habitantes, empresas como Iqara Telecom e Eletropaulo Telecom têm estendido suas redes ópticas e não há mais gargalo no backbone e nas redes metropolitanas, o que abre espaço para o acesso final via fibra óptica.
Na Coréia do Sul, enquanto as fixas apresentaram uma expansão de 1 milhão de usuários no ADSL, as móveis obtiveram crescimento de 3 milhões de usuários no EV-DO (padrão evolutivo do CDMA 1xRTT). O EV-DO é a tecnologia que a Vivo, no Brasil, começa a operar ainda este ano em São Paulo e no Rio de Janeiro. A própria CTBC está fazendo um trial do ADSL2Plus, evolução do ADSL que entrega velocidades de até 17 Mbps a até 6 Km de distância. A operadora deve testar também o padrão Wi-Max (Wi-Fi para redes metropolitanas).

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