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GSMA reforça discurso sobre 6 GHz de olho na WRC 2023

Lucas Gallitto, head da GSMA para a América Latina

Esta semana, a GSMA realizou em Brasília um workshop fechado para a Anatel e convidados com o propósito de apresentar as perspectivas da associação e do setor de telecomunicações para as questões do espectro. O encontro acontece  com a perspectiva de realização da WRC 2023, a conferência de radiocomunicação da UIT que acontece no final do ano, em Dubai, quando algumas decisões relevantes em relação ao uso do espectro serão tomadas. Mas segundo Lucas Gallitto, chefe para a América Latina da GSMA, o encontro não teve como objetivo reverter a posição do Brasil sobre o uso da faixa de 6 GHz, destinado pela Anatel em 2021 para o uso não licenciado.

“Não vejo como uma questão de reverter porque a Anatel tem como missão sempre avaliar o melhor uso do espectro. Nós não somos contra o uso não-licenciado na faixa de 6 GHz, só defendemos que uma parte possa ser destinada ao 5G“, disse o executivo. Segundo ele, a associação, que representa as grandes operadoras e fornecedores de telecomunicações, trouxe atualização sobre o ecossistema. Ele destacou que a China, há poucos dias, passou a destinar toda a faixa de 6 GHz ao IMT (5G), o que dará escala aos equipamentos. “São elementos novos que a Anatel tem que avaliar sempre”, disse.

“A gente ama o WiFi, e defendemos que haja uma ampliação de espectro para esse uso, mas não precisa ser tudo porque existe uma demanda importante para o 5G também”, diz ele, apontando um déficit de 2 GHz de espectro nas necessidades futuras da banda larga móvel, e sem a faixa de 6 GHz não seria possível, segundo a GSMA

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Outra faixa em discussão foi o espectro de 600 MHz, mas que não está na agenda para a Região 2 (do Brasil). “É uma faixa que faz sentido para aplicações de conectividade rural, IoT.

A GSMA também reforça o movimento da Anatel no sentido de incluir o conceito de conectividade significativa nas práticas regulatórias e destaca o imenso déficit de habilidades digitais e o custo de acesso aos aparelhos como principais problemas para o pleno exercício das demandas de Internet.

Também está na preocupação da GSMA, segundo Gallitto, a questão do financiamento das redes e da necessidade de compartilhamento de investimentos com os grandes geradores de tráfego. “Mecanismos como o fair share podem ser relevantes para mercados mais desafiadores, como o da América Latina”, disse.

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