Eleições do CGI.Br devem trazer pelo menos cinco nomes novos

O processo eleitoral do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br) promete uma renovação de pelo menos cinco vagas das 11 que estão em disputa. Observando as entidades que formam o colégio eleitoral, combinada com a lista dos candidatos indicados, é possível traçar um cenário de como ficará a nova composição do Comitê. A TELETIME também conversou com fontes que acompanham de perto o processo eleitoral e que ajudaram a desenhar os possíveis cenários. Mas como qualquer eleição, o resultado final, que será conhecido no começo de junho, pode também apresentar surpresas.

Comunidade científica

Na representatividade da comunidade científica e tecnológica, dos sete candidatos inscritos, dois possuem grandes possibilidades de entrar: o professor Marcos Dantas, da Escola de Comunicação da UFRJ e José Luiz Ribeiro Filho, diretor da Rede Nacional de Pesquisa (RNP). Ambos concorrem para a reeleição. A terceira vaga pode ser disputada entre Rafael Evangelista e Tanara Lauschner. Rafael Evangelista conta com o apoio de Marcos Dantas e Lauschner, que é professora adjunta da Universidade Federal do Amazonas, atualmente é conselheira no CGI representando a sociedade civil. Pelo menos, duas vagas das três cadeiras deste segmento circulam entre esses nomes. O colégio eleitoral deste segmento conta com 27 entidades aptas a votar.

Setor empresarial

Estas podem ser as vagas mais disputadas. Como titular da única vaga do segmento provedores de acesso e conteúdos na internet, Cristiano Flores, diretor geral da Abert, entidade que congrega um campo das emissoras de rádio e TV, tem chances de ser eleito, conforme havia sido antecipado por TELETIME. Flores atualmente é suplente Eduardo Parajo, presidente da Abranet. Das 23 entidades aptas para votar neste segmento, 11 são do campo da comunicação ligadas à Abert, como associações estaduais de rádio e televisão e associação de jornais e revistas.

À TELETIME, uma fonte que acompanha de perto o processo diz que a eleição neste segmento está bem apertada. Em tese, a vaga pode ser decidida por um ou dois votos. Segundo a fonte, para entrar um representante dos provedores de acesso, é preciso ter unidade entre os candidatos deste segmento, o que faria as entidades votarem em um nome apenas. Se não for assim, disse a fonte, há chances da vaga ser ocupada por outro. Foi dito ainda que algumas entidades do segmento de provedores de acesso que estão no colégio eleitoral têm restrições à indicação da Abranet, o que pode significar uma unidade em torno de outro nome.

Quem acompanha de perto as eleições do CGI.Br sabe que isso já aconteceu em eleições anteriores e o nome de Eduardo Parajo foi o escolhido. A fonte disse ainda que qualquer conversa nesse sentido só será possível depois da divulgação da lista definitiva de candidatos, no dia 4 de maio.

Ainda neste setor, o representante do segmento de provedores de infraestrutura de telecomunicações também sofrerá mudanças. Alexander Castro, diretor do SindiTelebrasil que substituiu Eduardo Levy após sua renúncia, possivelmente será ocupada por José Alexandre Bicalho, ex- Anatel, atualmente diretor de regulação e autorregulação do sindicato, que representa as grandes operadoras de telecomunicações.

No segmento da Indústria da Bens de Informática, Telecomunicações e Software, Henrique Faulhaber é o cotado para a recondução, continuando como titular do segmento, assim como Nivaldo Cleto como titular do segmento de setor empresarial – usuários.

Terceiro Setor

As escolhas deste setor talvez sejam as menos invertas de todo o processo. Das quatro vagas, pelo menos uma será preenchida por Bia Barbosa, do Coletivo Intervozes e outra por Laura Tresca, da organização Artigo 19. As duas são candidatas da Coalizão Direitos na Rede (CDR) e devem ter, cada uma, entre 16 a 18 votos, a partir da observação da listagem de entidades cadastradas no colégio eleitoral. Uma terceira vaga possivelmente deve ficar para o Percival Henrique, que deve ter aproximadamente 12 votos, e a quarta vaga tende a ir para Domingos Sávio Mota, que conta com o apoio das entidades contabilistas cadastradas com votantes neste setor. Ao todo, são 68 entidades que integram o colégio eleitoral deste campo.

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