Algar Telecom desenvolve internamente plataforma open source de controle de aparelhos

A Algar Telecom prova que nem sempre a máxima “santo de casa não faz milagre” é verdadeira. A empresa utilizava em forma de serviço uma plataforma da Oi de controle de terminais na rede, conhecida como Equipament Identity Register (EIR). Acontece que a Oi resolveu que não iria mais prestar esse serviço e a Algar ao invés de buscar uma solução no mercado aproveitou a oportunidade e desenvolveu em casa a sua própria plataforma EIR em código aberto.
 
“É o primeiro EIR open source do mundo. Nós damos para o mundo tecnologia de ponta. Qualquer um pode melhorá-lo, modifica-lo e usá-lo em seu negócio”, orgulha-se o diretor executivo de operações e tecnologia da Algar Telecom, Luis Antônio Lima. O código fonte da plataforma pode ser acessado pelo endereço: code.google.com/p/jeir.

O benefício financeiro para a operadora é significativo. Segundo Lima, uma plataforma dessa no mercado, dimensionada para o tamanho da Algar, custaria de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões. Com o desenvolvimento interno a economia foi de 80% do valor da solução mais barata. A grande vantagem é que com a plataforma própria a Algar não tem o custo de uso do software que chega a 20% do valor da plataforma por ano, segundo o executivo.

A equipe de P&D da Algar já incluiu a capacidade de identificação dos aparelhos piratas, para atender a nova exigência da Anatel. A partir de janeiro de 2014, as operadoras deverão identificar e bloquear o acesso à rede dos aparelhos não homologados pela agência. João Henrique de Souza Pereira, coordenador de desenvolvimento de soluções, explica que no início de abril as empresas deverão apresentar à agência um plano de ação com as etapas para que o sistema esteja funcionando até janeiro do ano que vem.

Pereira explica o modus operandi dessas empresas. Muitas vezes elas usam o IMEI zerado ou um IMEI fora do padrão, com mais de 15 dígitos. Mas o caso mais difícil de identificar é o da clonagem que utiliza um IMEI de um aparelho original. Para bloquear esses terminais, a operadora tem que saber que tem outro aparelho com o mesmo IMEI funcionando na sua rede ou na de outra operadora. Segundo ele, o sistema no começo não prevê a comunicação extra-rede. “Essa interligação ainda não está equacionada, mas certamente vai ser o segundo passo da exigência regulatória”, afirma.

A solução para esta questão pode vir da experiência que o País já tem para evitar o uso dos aparelhos perdidos ou roubados. Quando o usuário comunica a operadora que teve seu aparelho roubado ou perdido, o IMEI desse aparelho vai integrar a base de dados do Cadastro das Estações Móveis Impedidas (CEMI), que está hospedado nos servidores da ABR Telecom e em comunicação com as plataforma EIR das operadoras.

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