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Pioneira nas telecomunicações do País, Estação Terrena de Tanguá completa 50 anos

Primeira estação de operação de satélites do Brasil e embrião do que hoje é a Embratel Star One, a Estação Terrena de Tanguá (RJ) completou 50 anos de inauguração nesta quinta-feira, 28. Responsável por revolucionar as telecomunicações do País, o centro permitiu que brasileiros recebessem as primeiras transmissões internacionais via satélite. Entre elas, a da chegada do homem na Lua, em julho de 69, e o tricampeonato mundial de futebol.

Hoje servindo como sistema alternativo ao centro de controle de satélites da Embratel localizado em Guaratiba (RJ), a estação de Tanguá foi inaugurada pouco antes do quarto aniversário de fundação da empresa. Uma das missões iniciais da então estatal era conectar o País ao sistema mundial de comunicações do consórcio Intelsat, ao qual o Brasil se associara também em 1965. A construção da estação no município de Itaboraí (Tanguá ainda era um distrito) cumpriu tal objetivo.

“Além de ampliar as comunicações do Brasil com o exterior, até então restritas aos sistemas de cabos submarinos e de rádio em ondas curtas, a estação de Tanguá possibilitou a transmissão de imagens de televisão ao vivo, inclusive daquelas geradas do exterior”, registra o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da FGV. Para tal, a estrutura reunia tecnologia de ponta para a época: além da antena parabólica de 30 metros de diâmetro, com um pedestal de 10 metros de altura, também contava com casa de tratamento de água, usina geradora de luz e força, centros de recepção de sinais e conversão em voz ou imagem, alojamentos e outras dependências com equipamentos técnicos necessários para o funcionamento do ambiente.

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A benção do Papa Paulo VI veiculada pela Globo diretamente de Roma ficaria registrada como a primeira reportagem internacional via satélite recebida pelo País. Dias depois, em 3 de março, seria a vez das imagens do lançamento da nave espacial Apolo IX. Em 16 de julho do mesmo ano, a chegada do homem à Lua foi acompanhada ao vivo através da tecnologia satelital.

Pouco antes do acontecimento histórico, um problema com o sistema Intelsat III quase impossibilitou a transmissão. “Quando houve essa pane no Intelsat III, nós mudamos para o Intelsat II e tivemos que trabalhar toda a equipe de manutenção, operação e staff durante 20 horas para poder restabelecer o sistema de comunicação nos padrões do Intelsat II”, contou, em entrevista anos depois, o profissional de manutenção Manassés Carlos dos Santos, segundo a empresa.

Nos anos seguintes, a importância da base foi crescendo. “Em setembro de 1975, com a inauguração da segunda antena de Tanguá, o Brasil passou a utilizar com exclusividade um canal do Intelsat para comunicações domésticas, o que permitiu o início das transmissões de TV para a região amazônica. Em junho do ano seguinte, entrou em operação a Estação de Monitoração de Satélites, também situada em Tanguá, tendo em vista o controle das transmissões para o Atlântico Sul”, registra o CPDOC.

Em 1984, Tanguá já contribuía também com o escoamento do tráfego de comunicações marítimas via satélite. Só com a inauguração da estação terrena de Morungaba (SP) em 1987 que as comunicações via satélite do País deixaram de ser realizadas exclusivamente lá. Com o passar do tempo, a consolidação e o surgimento de outras tecnologias fizeram com que as funções estão concentradas na base pioneira fossem distribuídas.  Ainda assim, a contribuição de Tanguá para as comunicações brasileiras não passa desapercebida para o diretor-executivo da Embratel Star One, Gustavo Silbert. “Somos orgulhosos por ter proporcionado essa experiência a milhões de brasileiros”.

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