Teles e empresas de mídia se aproximam, mas por caminhos diferentes

Um dos temas mais discutidos no segundo dia do Mobile World Congress (MWC2017), que acontece esta semana em Barcelona, foi a aproximação entre empresas de mídia e as empresas de telecomunicações. O caso mais emblemático é o da AT&T e da Time Warner, mas outros gigantes dos dois setores mostram que esta tendência, ainda que cada vez mais forte, deve se desenvolver de diferentes maneiras. A Liberty Global é a maior operadora de cabo da Europa. Segundo Mike Fries, CEO da empresa, ao contrário da AT&T que buscou, com a Time Warner, ter acesso exclusivo a conteúdos premium, a empresa entende que pode fazer acordos pontuais, por direitos esportivos, por exemplo. "A compra da Time Warner pela  AT&T é para assegurar conteúdo. Não sei se precisa ter o conteúdo nessa maneira na Europa, mas precisamos ter conteúdos esportivos exclusivos e acordos nesse sentido podem ser distribuídos. Não precisa ser um estúdio de Hollywood, mas é bastante provável que cada vez mais vejamos nossa empresa se focando em conteúdos para nos diferenciar", disse.

O presidente do grupo de mídia Vivendi também defende a aproximação entre empresas de mídia e telecomunicações, mas de maneira horizontal, ainda que a própria Vivendi seja acionista da Telecom Italia e já tenha feito outros investimentos em telecomunicações no mundo.  Arnaude  Puyfontaine, CEO da empresa, diz que h;a 20 anos a Vivendi busca esta aproximação com as empresas de telecomunicações, especialmente do segmento móvel.

Ele disse que Amos Genish, ex-presidente da Telefînica no Brasil, é o responsável por estes movimentos de integração horizontal, e que a Vivendi tem como estratégia produzir conteúdos de alta qualidade e exclusivos para as plataformas móveis. "Conteúdo de qualidade é algo raro. Conteúdos velhos não fazem nenhuma diferença disse ele.

John Martin, CEO da Turner, lembra que a indústria de conteúdo e de telecomunicações perceberam, com o Netflix, que é preciso oferecer aos consumidores uma boa experiência em qualquer plataforma. "Vamos trabalhar muito próximos da AT&T quando o deal for aprovado. A base deles abre inúmeras possibilidades", disse o executivo. A Turner pertence ao grupo Time Warner e é a responsável por canais como Cartoon, CNN e TNT. Segundo Marin, muita coisa está mudando na cultura da empresa, e em muitos casos as plataformas móveis já são prioridade, "inclusive para esportes".

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