BRIC é o grupo que mais cresceu em download e receita nas lojas de aplicativos em 2014

O BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) foi o grupo de países que registrou maior crescimento em downloads e em receita em 2014 na soma das duas principais lojas de aplicativos móveis (App Store e Google Play), de acordo com o levantamento anual produzido pela App Annie. Os quatro países emergentes juntos tiveram um aumento de 40% em downloads e de 130% em receita, quando comparado com 2013. Para se ter uma ideia, o grupo que a App Annie classifica como "superpotências das lojas de aplicativos", composto pelos três mercados que geram maior receita (EUA, Japão e Coreia do Sul), registrou crescimento de 10% em downloads e de 70% em receita. Os principais mercados da Europa Ocidental (França, Inglaterra, Alemanha e Itália) tiveram aumento de 10% em downloads e de 50% em receita. O Brasil foi destaque na Google Play, subindo três posições no ranking de downloads da loja e ocupando em 2014 o segundo lugar nesse quesito. Outros mercados emergentes que a App Annie recomenda atenção pelo forte crescimento no ano passado são Indonésia, México, Turquia e Vietnã.

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Na comparação entre as lojas, a Google Play aumentou sua liderança em relação à App Store em número de downloads, somando no ano passado 60% mais apps baixados do que a loja da Apple. O cenário muda quando se fala em monetização: a plataforma para iOS gerou 70% mais receita em 2014 do que a do Android.

A empresa de pesquisas destaca o crescimento de games chamados de "super casuais", como o Flappy Bird, além de um aumento nos serviços de transporte e viagens com base em compartilhamento e social, como o Uber e o Airbnb, crescendo 31% em 2014. Tendência já de outros anos, apps de mensagens instantâneas "evoluíram de simples aplicativos de texto para virarem plataformas multifuncionais", como Line e WeChat, e aumentaram em 53% o número de downloads no ano passado.

Outro item que chamou atenção foi o streaming de vídeo em plataformas móveis. Houve um aumento de 44%, com destaque para o desempenho do Netflix na Europa e de aplicativos de conteúdo esportivo que se livram de amarras das companhias de TV a cabo para transmitir jogos, como o da liga de baseball, MBL.com At Bat; e o aplicativo da liga de futebol americano, NFL Game Pass. "Em 2015, esperamos ver mais desligamento de conteúdo premium de operadoras tradicionais enquanto as opções de streaming mobile continuam a crescer, permitindo aos consumidores mais liberdade do que nunca para consumir seus filmes e programas favoritos quando quiserem", ressalta o relatório.

Tops

O game mais baixado no mundo em 2014 foi o Candy Crush Saga, da King Tencent. Apesar do sucesso repentino de Flappy Bird, a saída do título nas lojas fez com que ele se ausentasse do ranking. Em segundo lugar veio Subway Surfers, da Kiloo; e em terceiro My Talking Tom, da Outfit7. No ranking de receita, o campeão foi Clash of Clans, da Supercell. Puzzle & Dragons, da GungHo Online, ficou em segundo, e o Candy Crush Saga, em terceiro.

Devido à supremacia da categoria de jogos sobre as demais, tanto em download quanto em receita, a App Annie divulga um ranking separado relativo a todas as outras categorias. Nessa lista, se destaca o fato de os quatro primeiros colocados em downloads no ano passado sejam do Facebook. O mais popular foi o Facebook Messenger, que se tornou obrigatório para quem quiser interagir por meio de mensagens diretas na rede social (recurso antes embutido no próprio app do Facebook). Em segundo vem o próprio Facebook, seguido do WhatsApp e do Instagram – todos propriedades de Mark Zuckerberg. Por receita, o app mais rentável foi o Line, seguido do Pandora e do Line Play.

Entre os dez maiores desenvolvedores em quantidade de downloads de apps (exceto publishers de games) do ano passado, oito são dos EUA ou da China (quatro cada). Na ordem: Facebook e Google (EUA); Cheetah Mobile, Baidu e Sungy Mobile (China); Microsoft e Apple (EUA); e Tencent (China), seguidos de Outfit7 (Chipre) e Line (Japão). Curiosamente, nenhuma empresa chinesa figura no top 10 dos maiores geradores de receita (sem contar publishers de games), lista encabeçada pela japonesa Line, seguida das norte-americanas Pandora, Microsoft, InterActiveCorp (IAC), Disney, Zoos e Smule.

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