Para produtores, YouTube deixa a Internet mais parecida com a TV por assinatura

Ao ganhar escala, segmentar seus canais e oferecer conteúdo professional, o YouTube está cada vez mais parecido com a TV por assinatura. Essa é a conclusão a que chegaram produtores e distribuidores de conteúdo em um painel da Natpe, mercado de televisão que acontece em Miami, na tarde da última segunda-feira, 28. “Esse processo do YouTube é o início da 'cabolizacão' da Internet”, destaca Rob Barnett, fundador e CEO do My Damn Channel, canal online voltado para comédias.

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O diretor de estratégia de conteúdo do YouTube, Jamie Byrne, conta que a plataforma passou por mudanças nos últimos dois anos, quando passou a usar a concepção de canais e apostar no conteúdo profissional. “Estamos investindo em aproximadamente cem canais nos Estados Unidos e outros 60 pelo mundo. Eles fazem mais de um milhão de views por semana. Alguns têm 50 mil assinantes. Estamos bem com esse direcionamento”, diz o executivo. Ele explica que como a equipe do YouTube não sabia o que funcionaria há dois anos, decidiram investir em vários perfis e perceberam que as pessoas não só têm acessado estes canais como têm voltado para eles.

Mobile

Segundo Byrne, o próximo passo é aprimorar ferramentas para o acesso via mobile, o que já corresponde a 25% do total. “Éramos um site que podia ser acessado via mobile, agora estamos começando a pensar em uma experiência cross plataforma”, observa o executivo. Para Barnett, pensar no consumo mobile é muito importante. Seu canal tem 33% dos acessos vindos de devices móveis.

Para Chris Williams, chefe de desenvolvimento da produtora Maker Studios, o mobile pode ser interessante do ponto de vista da monetizacão. “Poder ser mais atrativo para o anunciante”, destaca.

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