Obrigações afastaram Unicel do 3G, mas interesse continua

A derrota sofrida nesta quinta-feira, 27, pela Unicel, no leilão das sobras, não afeta os planos da empresa de investir na ampliação de suas atuais licenças no estado de São Paulo. Em entrevista a este noticiário, o vice-presidente de negócios, Luis Roberto Ferreira, afirmou que a operadora está interessada em obter faixas para a terceira geração de celulares (3G), mas que as obrigações impostas pela Anatel no último leilão, realizado dia 18 de dezembro, impediram sua participação na disputa. ?Tínhamos interesse no 3G em São Paulo, mas as exigências impostas naquele momento são razoáveis para uma Oi, uma TIM, não para uma operadora entrante?, declarou Ferreira.
A disposição da Anatel de licitar rapidamente a banda H, quinta e última designada para o 3G, é vista com bons olhos pela empresa. A expectativa é que, no mínimo, a agência faça exigências diferentes do que as apresentadas no primeiro edital. Especificamente, espera-se que, desta vez, não se use o método ?filé com osso?, onde as operações na capital paulista foram condicionadas ao arremate da Região Norte e, no interior paulista, à Região Nordeste. ?Vamos estudar as outras exigências que forem apresentadas?, afirmou o vice-presidente. ?Temos interesse em São Paulo com certeza e as outras regiões vão ser estudadas.?

Desistência

Ainda sem operações comerciais, a Unicel tornou-se conhecida no setor por sua presença constante nos últimos leilões. A operadora já possui licença de operação em São Paulo, adquirida em junho de 2007, e faixas de extensão na mesma área, homologadas em outubro último. Mesmo assim, a empresa tem demonstrado interesse em ampliar cada vez mais seus blocos de radiofreqüência na região. Prova disso foi o leilão realizado nesta quinta-feira, reaberto a pedido da Unicel.
Apesar da insistência em participar da disputa pelas sobras de radiofreqüência em São Paulo, a empresa não conseguiu arrematar os dois lotes recolocados à venda hoje: foi derrotada pela Oi no lote I (interior paulista) e abriu mão da disputa no lote II (área de Franca). ?O lote II tem apenas algumas cidades do Norte de São Paulo e ficaria sem sentido comprá-lo sem ser para complementar o lote I?, explicou o executivo.
Para Ferreira, o mercado paulista é bastante atrativo para garantir a entrada bem-sucedida de mais um operador. ?São Paulo, em particular, tem muito espaço para a gente disputar. Estamos falando de um mercado de 18 milhões de habitantes.? A Unicel tem até junho de 2008 para iniciar suas operações comerciais, de acordo com as regras de contrato.

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