TIM, MediaTek e Ericsson testam agregar espectro no 5G SA para aumentar cobertura

A TIM e as fornecedoras Ericsson e MediaTek realizaram teste piloto no município de Itajubá (MG) com a tecnologia de agregação de portadoras em arquitetura 5G standalone, utilizando modulação TDD (que avaliam a oscilação do sinal por tempo) e FDD (que avaliam a oscilação por frequência) simultaneamente e com base em numerologias distintas. Segundo comunicaram as empresas nesta sexta, 27, o objetivo dos testes era medir a capacidade de ampliação da cobertura, que chegou a um índice de 65% na banda média.

O piloto foi realizado ao longo de todo o mês de julho e utilizou a infraestrutura de rede da TIM. Na ocasião foram utilizados o chipset Dimensity 1100, da MediaTek, além do rádio 5G AIR 3239 da Ericsson. O teste contou com canal de 100 MHz de banda média (3,5 GHz) e do compartilhamento de espectro da Ericsson (ESS) ativada com capacidade de 10 MHz na banda de 2.600 MHz.

Os resultados destacaram que foi possível cobrir uma área significativamente maior se beneficiando da capacidade de 100 MHz de na faixa de 3,5 GHz TDD, demonstrando a possibilidade de agregar com a portadora utilizada em frequências FDD atuais, como a faixa de 2,6 GHz atualmente utilizada no 4G. Vale notar que é uma tecnologia diferente do 5G apenas com compartilhamento dinâmico de espectro (DSS), uma vez que conta com portadora totalmente standalone em conjunto com a frequência em uso no LTE, ainda que em modulação diferente.

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A tecnologia de agregação de portadora (carrier aggregation) poderá se tornar uma das principais ferramentas para a implementação do 5G na frequência 3,5 GHz por conta dos benefícios da expansão da cobertura, além de assegurar maior velocidade nas conexões. No 4G, a tecnologia é utilizada para oferecer o LTE-Advanced, chamada comercialmente pelas operadoras brasileiras de "4,5G".

Em conjunto com a plataforma ESS da Ericsson, a carrier aggregation transfere parte da sinalização que limita o alcance em 3,5 GHz para outra portadora 5G em banda mais baixa compartilhada com o LTE, resultando em um aumento expressivo da cobertura da rede. Em cenários com implementação da arquitetura standalone, a tecnologia se mostra eficaz uma vez que não há uso de uma portadora âncora em 4G para escoamento do tráfego de uplink, como no caso da não standalone.

Antes do leilão

Leonardo Capdeville, CTIO da TIM Brasil, reforça a importância dos pilotos desenvolvidos em rede 5G standalone para a consolidação da tecnologia mesmo antes do leilão de frequências, previsto para o final de 2021. "Estabelecemos parcerias com empresas líderes em seus setores para desenvolver soluções que atendam à futura demanda por conectividade de baixa latência, alta segurança e grandes volumes de dados. O 5G irá transformar a experiência de uso principalmente de empresas e segmentos importantes da economia nacional. Os testes de campo nos ajudam a refinar esta entrega e alinhar cada vez mais a expectativa do consumidor com o serviço de excelência que pretendemos entregar".

"Dada a diversidade do espectro disponível, é essencial que agreguemos as diferentes bandas de frequência usando 5G Carrier Aggregation. (…) Os resultados que obtivemos nesse teste piloto foram muito relevantes. A possibilidade de ampliar a cobertura da quinta geração de tecnologia móvel é um ponto importante quando se pensa em garantir uma experiência ideal para um usuário 5G, em particular quando a agregação ocorre entre as frequências FDD existentes e as novas frequências 5G em TDD", disse em comunicado Marcos Scheffer, vice-presidente de redes da Ericsson para o Cone Sul da America Latina .

"A dupla conectividade 5G amplia o sinal e também traz ganhos na velocidade da conexão", explica Samir Vani, country manager da MediaTek no Brasil. Segundo ele, a empresa está pronta para suportar a funcionalidade Carrier Aggregation em várias configurações – a série de chipsets MediaTek Dimensity 5G permite que um único aparelho seja conectado a duas frequências diferentes de 5G

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