Estratégias de rede neutra de Oi e Vivo consideram que há "espaço para todos"

Live com Georgia Jordan, da S&P Global; André Telles, da Oi, e Fernando da Costa, da Vivo

As estratégias para o mercado de rede neutra da Oi e da Vivo passam por uma coisa em comum: a convicção de que há espaço para todos, incluindo por meio de respectivos veículos separados. Representantes das operadoras argumentaram durante evento online Telco Transformation Latam 2020 divulgado nesta quinta-feira, 27, que a utilização da infraestrutura permitirá maior alcance em regiões, capturando investimentos que antes seriam feitos de maneira isolada por pequenos provedores. 

Para o diretor de atacado da Oi, André Telles, a dimensão geográfica do País determina que o mercado é amplo para competidores. Mas, mesmo dentro da própria cobertura da empresa, há oportunidades. "Os homes-passed estão sim à disposição de outras empresas que queiram usar. Com conversão de 30% a 40%, significa que de 60% a 70% dos domicílios [já cobertos pela Oi] estão disponíveis para serem trabalhados sem a conexão de clientes da ClientCo", argumenta.

A proposta ao aditamento do plano de recuperação judicial da Oi prevê a separação estrutural da rede de fibra, criando a InfraCo. A empresa se tornará sócia, vendendo até 51% do capital dessa unidade produtiva. Telles explica que "a passagem de controle é importante porque cria separação grande". E, com isso, a ideia é garantir atender aos clientes de forma isonômica.

Vivo

O gerente sênior de franquias da operadora, Fernando da Costa Duschitz acredita que há "espaço para todos" na concorrência do mercado de rede neutra. A Vivo tem como estratégia fazer a separação de uma unidade de rede, em parceria com investidores, com o objetivo de criar um veículo apenas desse tipo de infraestrutura. "O que o mercado está passando é o que a móvel já viu em questão de compartilhamento, com racionalização. Começamos a compartilhar radiobases, temos RAN Sharing  com Oi e TIM, e em regiões rurais compartilhamos a eletrônica", declarou.

Segundo o gerente da operadora, o plano é atender a provedores regionais que estão investindo individualmente. "Temos de 7 a 10 mil provedores investindo. Se uma parcela disso migrar, terá racionalidade", opina. 

Franquia

A Vivo vai expandir o negócio de franquias neste segundo semestre. De acordo com Fernando Duschitz, será em breve anunciado mais localidades além das três cidades atuais onde a empresa já opera com franquias. Durante evento, ele contou que essas localidades foram atendidas com parcerias com dois grupos, que inclusive não atuavam como provedores antes. "No segundo semestre teremos várias outras inaugurações com esses e outros parceiros", declarou. "Já temos contratos assinados para lançar, o negócio tem ficado grande."

No entendimento dele, a oportunidade para franquias aumentou. "O momento econômico é mais propício. Sempre foi bom, mas agora, quando compara com a taxa de juros de 2% ao ano, qual investidor pode ganhar mais do que 2%? E quando se abrem franquias, a taxa de mortalidade é de um décimo – de 3% em dois anos, enquanto sozinhas é de 30%", argumenta.

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