Vivo vê alta na portabilidade em meio ao trânsito de clientes da Oi

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Além dos 12,6 milhões de clientes herdados da Oi como parte dos ativos móveis comprados da empresa, a Vivo também percebeu uma alta nos assinantes recebidos a partir da portabilidade numérica durante o segundo trimestre.

Durante call sobre os resultados do período nesta quarta-feira, 27, a empresa apontou que 31% das adições líquidas do móvel no trimestre foram oriundas da portabilidade – ou quase 400 mil de um total de 1,3 milhão. Um ano antes, o indicador de números migrados das rivais representava 16% das adições líquidas.

CEO da Vivo, Christian Gebara reconheceu que parte da alta pode estar relacionada com clientes da Oi herdados pelas concorrentes, mas que efetuaram a portabilidade. "Mas não é só isso. Nossa forte performance comercial também contribuiu", apontou o executivo.

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No segmento móvel, a empresa teria alta de 9,4% na receita de serviços sem os efeitos da aquisição da base da Oi. Com os novos usuários, o salto ficou em 15,1%. Por outro lado, a chegada também teve efeito negativo sobre a receita média dos usuários (ARPU) pós-pago e pré-pago, visto a diferença de perfil das bases. A expectativa é mudar a tendência nos próximos trimestres.

"Estamos avaliando a base que recebemos e alguns clientes não são ativos da forma que consideramos, especialmente no pré-pago. É cedo para dizer sinergias sobre receitas, mas há espaço para [os novos clientes] expandirem o consumo", apontou Gebara. Em março de 2022, os ativos da Oi adquiridos pela Vivo haviam gerado uma cifra preliminar de R$ 135 milhões em receita líquida mensal.

Roaming

A disputa judicial sobre as ofertas de roaming que compõem os remédios para aprovação da compra da Oi móvel também foi abordada por Gebara – que reiterou a discordância das teles com o modelo de cálculo realizado pela Anatel.

"Concordamos com Cade e Anatel em apresentar as ofertas, mas elas devem seguir o modelo previsto no PGMC e baseado nele que apresentamos nossa primeira oferta. Estamos discutindo como devemos calcular, e não o remédio em si. Há uma nova proposta [a aprovada pela Anatel] baseada em modelo diferente de cálculo que não está na regulação e isso que está em debate no momento. Espero que possamos chegar a um acordo", afirmou o CEO da Vivo.

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