Desktop soma mais 155 mil clientes com compras da Fasternet e IDC Telecom

Foto: Pexels

A operadora de banda larga Desktop anunciou nesta quarta-feira, 27, duas novas compras no estado de São Paulo. Foram adquiridas a IDC Telecom, com 40 mil assinantes na região, e fatia de 70% da Fasternet, com 115 mil assinantes.

Juntas, as duas transações somam 155 mil clientes à base da empresa (que reunia 682 mil acessos ao fim de abril; os números devem ser atualizados no balanço do segundo trimestre). Com as adições, a operadora teria base de pelo menos 837 mil clientes na banda larga fixa.

A Fasternet é uma provedora de fibra óptica com atuação nos municípios paulistas de Tatuí, Cerquilho, Boituva, Amparo, Rio Claro, Itu e mais de 30 cidades. Já a IDC tem clientes distribuídos em Guararema, Biritiba Mirim, Santa Branca, Mogi das Cruzes e mais oito cidades.

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A Desktop notou que os dois players atuam em regiões adjacentes à operação atual, abrindo caminho para crescimento orgânico em novos mercados. A consumação das operações (que serão realizadas por meio da Starnet, controlada da Desktop) está sujeita à implementação de determinadas condições como diligências e aprovação pelo conselho de administração.

Estimativas

Em relatório, o BTG Pactual notou que a aquisição dos 155 mil acessos seria a maior já realizada pela Desktop. Em setembro de 2021, a compra da LPNet havia adicionado 127 mil assinantes à base da empresa.

O banco também estimou em 867 mil a base de clientes da provedora paulista após as novas aquisições, a partir de estimativa de 712 mil assinantes ativos em junho. A posição ampliaria a distância da Desktop para outras operadoras independentes do estado de São Paulo e tornaria o grupo o terceiro maior ISP do Brasil, atrás da holding Alloha e da Brisanet.

Valores para a compra do controle da Fasternet e da IDC não foram revelados, mas segundo aponta o BTG, pelo preço médio de R$ 2,9 mil/assinantes praticado pela Desktop em M&As recentes o novo negócio valeria R$ 340 milhões. Com o custo de capital hoje bem mais alto do que no ano passado, a aposta do banco é que a transação tenha saído por R$ 260 milhões (R$ 2,1 mil/assinante).

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