Com BTG e Highline no páreo, venda da área de fibra da Oi deverá ser acirrada

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Foto: Pikerepo

A disputa pelo ativo de infraestrutura da Oi, a unidade produtiva isolada (UPI) InfraCo, deverá ser ainda mais acirrada. Além da confirmação de que a Highline pretende concorrer com mais uma proposta agressiva, como as que já fez pelas unidades de torres e pela Oi Móvel, o BTG Pactual também confirmou o interesse

O TELETIME confirmou que o BTG de fato fez uma proposta pela aquisição da divisão de fibra da Oi, mas o banco ainda não está comentando o assunto no mercado. Procurada, a Oi não quis comentar o assunto. A informação foi primeiro veiculada pelo site da Exame, veículo controlado pelo BTG, ainda na quinta-feira, 23. 

Segundo a publicação, a proposta estaria sendo liderada pelo ex-presidente da Vivo e da Telecom Italia, Amos Genish, que atualmente é sócio do banco, comandando a área digital. Ele também foi fundador da GVT, que depois foi adquirida pela Vivo. 

Importante lembrar que, conforme apurado pelo TELETIME, a fase atual da Oi ainda é a de receber propostas não vinculantes para "sentir" a atratividade para o mercado, que não deve ser baixa. O mercado de operadora de rede neutra para conectividade de fibra é de interesse da TIM e da Vivo, e ambas poderiam apresentar sinergias com a aquisição da InfraCo. A proposta da Highline, por sua vez, levanta dúvidas sobre o impacto regulatório.

O BTG Pactual já atua no mercado brasileiro de telecomunicações. Em 2014, a empresa concluiu a compra da divisão de cabos submarinos da Oi, a GlobeNet, em uma transação de pouco mais de R$ 1,7 bilhão (valores da época). A companhia controlada pela divisão de infraestrutura do banco opera um sistema submarino de mais de 26 mil km que serve o Brasil, Bermudas, Colômbia, Estados Unidos, Argentina e Venezuela. A operadora também está finalizando a construção de um novo cabo interligando o Brasil e a Argentina.

Atratividade

A Oi tem intenção de vender entre 25,5% e 51% da participação na InfraCo. No total, a empresa pede R$ 6,5 bilhões pela divisão, com garantia de mais R$ 5 bilhões e mais um compromisso de investimento adicional até 2024. Quem comprar terá ainda que liquidar a dívida extraconcursal existente de R$ 2,4 bilhões em favor da operadora. 

A área tem um perfil que atrai investidores de infraestrutura:

  • Capital total de R$ 25,5 bilhões
  • Mais de 400 km de rede (388 km de fibra e 40 km de dutos);
  • 120 municípios com fibra até a residência (FTTH);
  • 6 milhões de casas conectadas (homes-passed), com média mensal de 340 mil HPs, com taxa de ocupação de 17,4%
  • Estimativa de 30 milhões de HPs após a venda.

Aprovação pendente

A Oi ainda precisa aprovar em assembleia de credores, prevista para agosto, o aditivo ao plano da recuperação judicial que permitirá a venda dos ativos. Isso ainda está sob disputa, uma vez que rumores no mercado afirmam que os grandes bancos, os maiores credores da Oi (com fatia de cerca de R$ 8 bilhões da dívida na RJ), não estariam satisfeitos com aditamento. As instituições financeiras teriam alegado ser basicamente um plano inteiramente novo e, por isso, descumprimento dos termos previamente acordados.

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