Brasil e Chile assinam acordo de cooperação prevendo 5G e saída de dados para Ásia

Ministro das Relações Exteriores do Chile, Teodoro Ribera. Foto: Divulgação

Os governos do Brasil e do Chile assinaram um memorando de entendimento (MoU) de cooperação na área de telecomunicações e economia digital. A parceria prevê atuação em Internet das Coisas (IoT), 5G, inteligência artificial e aplicações. Conforme o Ministério das Relações Exteriores chileno, o MoU visa também contexto da infraestrutura dos dois países, em especial a cabos submarinos.

O governo do Chile diz que a assinatura é um passo para que a América do Sul se conecte com a  região da Ásia-Pacífico, por meio de um "futuro cabo submarino". "O instrumento de cooperação que assinamos permite sustentar politicamente esta ambição", declarou o ministro chileno, Teodoro Ribera, em comunicado. Ele afirma que é esperado que outros países latino-americanos possam aderir à iniciativa

O acordo foi assinado na sexta-feira, 24, em videoconferência, por Ribera e o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo. O Itamaraty fala que a intenção é de "aprofundar a cooperação bilateral em áreas estratégicas para os dois países, tais como conexão digital, infraestrutura de telecomunicações, conectividade e fluxo de dados entre os dois países".

Ainda segundo o Itamaraty, esse documento poderá "fortalecer e expandir" o mercado regional, com convergência de agendas digitais da Aliança do Pacífico e do Mercosul. Menciona ainda que o MoU também pretende conectar esse mercado regional para outros continentes. Curiosamente, não menciona a saída de tráfego para a Ásia. 

"Estamos dando um passo fundamental para consolidar os laços estratégicos entre nossos países", disse o chanceler Ribera, destacando que o Brasil produz 60% do tráfego de dados na América do Sul, além de ser um hub regional graças à saída de cabos submarinos pelo Atlântico. "A importância do projeto é mais destacável do que nunca nestes tempos de pandemia e suas sequelas, porque estamos dando sinais de compromisso com a reativação econômica, o investimento, a integração a colaboração científica digital e os sinais de compromisso com o futuro de nossas sociedades cada vez mais digitais", completou.

Os termos do MoU não foram divulgados. 

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