Covid e desvalorização do real afetam receitas da dona da Claro no primeiro trimestre

Foto: Bruno do Amaral

A receita da controladora da Claro Brasil, a América Móvil, caiu 0,8% no primeiro trimestre, encerrando o período com 248,186 bilhões de pesos (US$ 17,355 bilhões). Segundo o balanço financeiro da companhia mexicana nesta terça-feira, 27, houve impacto positivo da retomada econômica norte-americana, mas negativo no México e no Brasil devido à pandemia da covid-19.

Considerando as receitas de serviços o grupo mexicano encerrou março com 207,109 bilhões de pesos (US$ 10,32 bilhões), uma queda de 1,1%. A AMX diz que a maior razão da queda (que seria aumento de 1,2% sem variação cambial) foi a depreciação da moeda brasileira frente ao peso mexicano.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) foi de 81,656 bilhões de pesos (US$ 4,07 bilhões), um avanço de 5,2%. A margem EBITDA foi de 32,9%, um avanço de 1,9 ponto percentual em 12 meses. 

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Assim, a companhia encerrou março com lucro líquido de 2,740 bilhões de peso (US$ 134,7 milhões). Com isso, a empresa conseguiu reverter o prejuízo de 28,085 bilhões de pesos (US$ 1,40 bilhão) no primeiro trimestre do ano passado.

A dívida líquida caiu 20,2 bilhões de pesos (US$ 1,01 bilhão), ficando então em 627 bilhões de pesos (US$ 31,25 bilhões) em março, um patamar de 1,77x o EBITDA. A companhia diz que a redução permitiu que o fluxo de caixa operacional fosse utilizado para um Capex total de 24,9 bilhões de pesos (US$ 1,24 bilhão), além de entrar com um programa de recompra de ações no valor de 4,4 bilhões de pesos (US$ 220 milhões). 

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