Oi tem queda de receita e prejuízo em 2014; quarto trimestre mostra recuperação

A Oi apresentou nesta sexta, 27, seus resultados financeiros e operacionais referentes ao ano de 2014 e ao último trimestre do ano. E é importante analisar os resultados no âmbito anual, que refletem o ano complicado da operadora, mas também os números do último trimestre, que indicam uma recuperação da companhia em função do plano de ajuste financeiro que passou a ser executado depois da troca de comando da companhia

No ano de 2014, as receitas líquidas da companhia registraram queda de 2,7%, indo de R$ 29,3 bilhões em 2013 para R$ 28,5 bilhões em 2014. Mas em relação ao terceiro trimestre de 2014, houve uma recuperação, de 5,1%, totalizando uma receita líquida trimestral de R$ 7,3 bilhões, ainda assim um pouco abaixo (1,7%) em relação ao mesmo período de 2013.
No comparativo anual, a Oi teve queda de 3% nas receitas de serviços residenciais (totalizando R$ 10 bilhões) e também 3% nos serviços móveis (totalizando R$ 9,3 bilhões). O segmento corporativo permaneceu relativamente estável, com queda de 1,7%, para R$ 8,3 bilhões de receita líquida anual em 2014.

Já na comparação entre o terceiro trimestre de 2014 e o último trimestre do ano, os números de receita mostram uma importante recuperação (11,6%) nas receitas do segmento móvel, que fecharam o último trimestre do ano em um total de R$ R$ 2,4 bilhões.  Também houve uma leve recuperação de receitas do segmento residencial (0,9%, para R$ 2,4 bilhões) e corporativo (2,2%, para R$ 2 bilhões). A queda de receitas da Oi se explica pela redução da VU-M e pela redução da base de assinantes de telefonia fixa.

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A mudança de tendência fica mais evidente quando se olha o resultado do EBITDA, que reflete diretamente o esforço de corte de custos da empresa. No ano, entre 2013 e 2014, a companhia teve uma queda de 4,8% no EBITDA, para R$ 10,3 bilhões. Mas no último trimestre do ano, a recuperação foi de 41,4%, para R$ 3,2 bilhões contra os R$ 2,26 bilhões no terceiro trimestre de 2014. Na comparação entre o último trimestre de 2013 e o último de 2014, houve uma queda de 12,5% no EBITDA. A margem EBITDA teve queda de 0,8 ponto percentual no ano, e fechou o último trimestre em 43,6%, contra 32,4% no terceiro trimestre de 2014.

O grande problema do balanço da Oi foi o prejuízo acumulado no ano, de R$ 4,4 bilhões, contra um lucro de R$ 1,5 bilhão no ano anterior. Tamanha variação se deve, em parte, a R$ 1 bilhão em variação cambial e, em outra parte,  à contabilização dos resultados da PT Portugal para a Altice. Segundo a companhia, "com a celebração do contrato de compra e venda da PT Portugal (…)  o valor do investimento na PT Portugal foi registado no balanço pelo respectivo valor estimado de venda deduzido de despesas da operação tendo sido apurada uma provisão para perdas de R$ 4.164 milhões. O resultado das operações descontinuadas inclui ainda um prejuízo operacional de R$ 250 milhões referente aos resultados da PT Portugal desde maio de 2014, que nos trimestres anteriores havia sido consolidado integralmente na Oi".

A Oi teve uma queda de 18,1% nos investimentos do ano, para R$ 5,2 bilhões, e conseguiu reduzir em 2,5% sua dívida líquida, para R$ 30,5 bilhões. Hoje, 14% da dívida da Oi é de curto prazo e 86% é classificada como de longo prazo. 63,3% da dívida está em moeda nacional.

Do ponto de vista dos custos, a Oi conseguiu manter o controle, e fechou o ano com despesas operacionais estáveis em R$ 21 bilhões.

Dados operacionais

A Oi perdeu 6,8% de sua base de telefones fixos no ano de 2014, fechando o ano em 11 milhões de assinantes em serviço. A base de banda larga ficou estável em 5,2 milhões de clientes, e a base de TV paga cresceu 50%, para 1,25 milhão de clientes. A receita média por usuário residencial cresceu 4,5% no ano, para R$ 75,2.

Segundo o balanço, hoje a Oi tem 24% de seus clientes fixos contratando três ou mais serviços. Na banda larga, a velocidade média contratada está em 4,5 Mbps.

No segmento corporativo a Oi também perdeu 5,5% dos clientes de telefonia fixa, para 4,8 milhões de linhas. A base de banda larga caiu 2%, para 617 mil clientes, e a base móvel teve uma queda de 1,3%, para 2,5 milhões de usuários. Já o segmento de data center e cloud cresceu 40,6% em receitas no ano.

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