Pouca experiência com RAN sharing ainda gera incertezas sobre impactos concorrenciais

Apesar do súbito entusiasmo dos operadores brasileiros de celular com a tecnologia de compartilhamento de RAN (Radio Access Network), ou RAN sharing, e da perspectiva de que o pedido das teles seja aprovado pela Anatel, há problemas que estão sendo observados por reguladores e observadores do mercado. Primeiro, ainda são poucas as experiências mundiais de RAN sharing, de modo que não foram ainda observados os efeitos competitivos dessa abordagem na construção das redes. Por exemplo, o que acontece se uma operadora começa a crescer muito sobre a rede de uma concorrente e houver necessidade de ampliação? "Uma operadora vai investir em uma rede para garantir o crescimento de outra que está avançando sobre a sua base?", cometa um observador. Hoje, problemas técnicos estão superados para que haja o compartilhamento da rede wireless, e também é pouco provável que uma operadora tenha acesso a informações competitivas da outra operadoras, mas não está claro de quem será a responsabilidade caso comecem a ser detectados problemas de qualidade.
Do ponto de vista do mercado, pode haver impactos sobre os fornecedores já que, obviamente, as operadoras pretendem fazer o RAN sharing para economizar recursos na construção de rede. Mas o maior impacto não será nos fornecedores de rede, e sim na parte de armários, cabos e antenas, além das instalações físicas, que já são impactadas pelo compartilhamento de sites.

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