Anatel estudará mais espectro mmWave para 5G no segundo semestre

Ainda que o edital do leilão de 5G esteja chegando ao seu formato final apenas agora, a Anatel já se prepara para investigar futuras faixas, sobretudo em ondas milimétricas (mmWave). A agência deverá criar um grupo de trabalho logo no início do segundo semestre deste ano para verificar quais porções de espectro poderiam ser disponibilizadas para o serviço móvel pessoal. 

"Em julho ou agosto, teremos no Brasil um grupo de trabalho para discutir novas bandas de ondas milimétricas", declarou o gerente de espectro, órbita e radiodifusão da Anatel, Agostinho Linhares, durante 3º Foro Virtual de Regulación 2021 organizado pela 5G Americas e pelo site argentino TeleSemana nesta quarta-feira, 27. Esse cronograma considera a realização do leilão ainda em junho, conforme a expectativa da agência (e do governo). 

"Logo depois [do leilão], começaremos a discutir futuro espectro de ondas milimétricas para 5G, considerando a WRC-19, na qual o Brasil identificou bandas também de 27 GHz a 40,5 GHz; de 45,5-47 GHz; de 47,2-48,2 GHz; e de 66-71 GHz", destacou Linhares. Ele ressaltou ainda que isso não significa que necessariamente todas essas bandas serão reguladas para o serviço móvel, naturalmente.

Modelos de negócio

No mesmo painel, o diretor da unidade de espectro radioelétrico do Instituto Federal de Telecomunicações do México (IFT), Alejandro Navarrete, mencionou que o foco do país está nas bandas baixas e médias (800 MHz, CBRS e 2,6 GHz, além de estudos para 600 MHz e 3,303,5 GHz). Apesar de o regulador prever uso da faixa de 26 GHz, o diretor disse que ainda é preciso mais tempo. "Não está claro se o enfoque tradicional de designação de blocos de 400 MHz por participante seja a melhor forma de licitar. Os planos de negócio não estão claros, há muito mais perguntas do que respostas", declarou.

Perguntado por TELETIME se tal preocupação caberia também ao Brasil, Agostinho Linhares afirmou que já existe uma possibilidade de modelo de negócios: o acesso fixo-móvel. "Os modelos de negócio são principalmente relacionados ao FWA. Já há dispositivos e smartphones que têm [suporte]", afirmou. "Mas acho que começará só com acesso fixo, e com mais dispositivos compatíveis, as operadoras terão mais acesso móvel, mas basicamente com estações radiobase com distância de 10 metros, mais ou menos", completou.

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