BNDES aprova piloto do CPqD para Internet das Coisas em Campinas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta terça-feira, 26, a aprovação de sua primeira operação para Internet das Coisas (IoT) aplicada em ambientes urbanos. Trata-se de uma série de projetos-piloto em segurança e iluminação pública conduzidos pela Fundação CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) em parceria com a Prefeitura de Campinas.

O projeto contará com investimento total de R$ 9,89 milhões, sendo R$ 2,98 milhões aportados pelo BNDES como recursos não-reembolsáveis. A proposta do CPqD é implementar quatro casos de uso de IoT em solo campineiro por meio da utilização da plataforma de código aberto dojot, desenvolvida pelo próprio centro de pesquisas.

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Uma das fases consistirá na adaptação do sistema de videomonitoramento da cidade, através da instalação de 22 novas câmeras e da implantação de sistema de visão computacional. O equipamento poderá identificar automaticamente situações "anômalas", possibilitando aumento de produtividade dos operadores da Central Integrada de Monitoramento de Campinas.

A segunda iniciativa envolve o videomonitoramento de placas de veículos incorporando tecnologia de processamento computacional em 103 pontos da cidade. Segundo comunicado, "enquanto o sistema atual demanda a instalação de cabos de fibra ótica para transmissão das fotos das placas, que são 'lidas' remotamente", o novo modelo utilizará câmeras inteligentes que convertem a imagem em caracteres, com transmissão para a nuvem por meio de rede móvel.

Já uma terceira iniciativa prevê a instalação de 100 estações que medirão, em tempo real, a velocidade e direção do vento, a temperatura e umidade do ambiente e o volume de chuva. Cada uma cobrirá uma área de 5 km², se conectando por meio de uma rede de baixo custo de tráfego de dados com ampla área de cobertura. A ideia é viabilizar alertas e medições mais precisos a partir dos pequenos sensores climáticos.

Por último, também será desenvolvido um sistema composto por 350 módulos de telegestão de iluminação pública. As luminárias devem contar com luzes de LED com ajuste de intensidade e módulos para controle remoto, constituindo assim "uma rede de comunicação de baixo custo e alta confiança". Essa rede também pode servir como plataforma de comunicação para futuros testes do serviço de transporte com carros elétricos compartilhados. A tecnologia ainda pode ser incorporada em novos serviços de cidades inteligentes, como lixeiras e bueiros conectados.

Segundo o CPqD, por conta da complexidade do projeto, um ecossistema formado por 15 parceiros entre secretarias municipais, empresas públicas, startups, empresas de serviços e "até gigantes globais de tecnologia" vão cooperar na condução dos pilotos. Todo o trabalho será acompanhado por um comitê composto por membros do BNDES, MCTIC, CPQD e a Fundação Instituto de Administração (FIA) da USP.

O projeto aprovado é um dos escolhidos após chamada pública realizada pelo banco público, cujos resultados foram divulgados início do ano. Além de cidades inteligentes, as verticais de saúde e agricultura também devem contar com iniciativas apoiadas.

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