Rumor de venda para Telefônica faz ações da TIM subirem

Após rumores de que a Telecom Itália estaria planejando sua venda para a Telefônica, as ações da TIM Brasil registraram forte alta nesta quarta-feira, 26. A TCSL3 (ON) fechou cotada a R$ 7,00, com alta de 18,44%; enquanto a TCSL4 (PN) encerrou o pregão valendo R$ 3,87, com valorização de 11,84%. Mas quem comprou os papéis após essa alta está arriscado a perder dinheiro. Analistas financeiros receberam o rumor de venda com ceticismo e acreditam que os preços das ações irão cair rapidamente, tão logo a informação seja completamente desmentida. A informação foi divulgada pelo jornal italiano Il Sole 24 Ore e repercutida pela agência EFE. O jornal italiano diz que a possibilidade de venda da TIM Brasil para a Telefônica seria tratada em uma reunião do conselho de administração da Telecom Italia na semana que vem, dia 2 de dezembro. Rapidamente, a notícia se espalhou e foi repercutida por diversos veículos no Brasil e no exterior. A TIM Brasil e a Telefônica preferiram não comentar o rumor.
Extra oficialmente, fontes graduadas da Telefônica no Brasil também se dizem surpresas com os rumores e afirmam que não receberam nenhuma informação oficial.

Obstáculos

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Não faltam motivos para os analistas brasileiros desconfiarem de que essa operação não sairá do papel. O primeiro de todos é que, apesar dos resultados não tão positivos este ano, a TIM Brasil é um valioso ativo para a Telecom Itália e não faria sentido desfazer-se dele em plena crise – a não ser se conseguisse vender a um preço alto.
Do lado da Telefônica, também é pouco provável que ela fosse querer sair da Vivo para ficar com a TIM. Analistas entendem que a Vivo é um ativo mais interessante que a TIM. O único problema é a relação eventualmente conturbada com sua sócia Portugal Telecom. E mesmo se os espanhóis decidissem pela venda de sua parte na Vivo, dificilmente os portugueses teriam dinheiro para comprá-la.
Vale lembrar que o grupo Telefónica vive, internacionalmente, um momento complicado em função da crise econômica e da recessão nos principais mercados europeus.
Para a Telefónica, a aquisição da TIM só faria sentido se ela pudesse manter sua posição na Vivo, acreditam analistas. "Mas aí teria que vencer a resistência da Anatel. E também do Cade, o que seria ainda mais difícil", comenta Eduardo Roche, do Banco Modal. Ao contrário de Oi e Brasil Telecom, que não concorrem diretamente, Vivo e TIM têm atuações sobrepostas e juntas deteriam mais de 50% do mercado brasileiro de telefonia celular, lembra a analista Luciana Leocádio. Ou seja: seria uma operação bem mais difícil de sensibilizar o governo a aprovar.

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