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Presidente da TIM espera aprovações da Oi Móvel até começo de dezembro

CEO da TIM, Pietro Labriola. Foto: Paulo Vitale/Divulgação

A TIM continua esperançosa de que consiga as aprovações da venda da Oi Móvel (que será fatiada também entre Claro e Vivo) na Anatel e no Cade ainda neste ano. Em teleconferência de resultados financeiros do trimestre nesta terça-feira, 26, o CEO da operadora, Pietro Labriola, mencionou como indicativo a audiência pública na semana passada na qual a área técnica da agência reguladora sugeriu remédios para a anuência prévia. 

No entanto, a aprovação do órgão de competição pode ser um ponto de maior tensão, uma vez que há diversas objeções de terceiros. “Sobre o Cade, continuamos a ser otimistas, mas estou em uma situação na qual não quero pressionar, eles estão fazendo o trabalho deles”, destacou Labriola. “Tenho esperança que a Oi Móvel vai fechar no final de novembro ou começo de dezembro.”

Mais tarde, durante coletiva de imprensa, o executivo ressaltou que a operação “não é de compra, mas de venda”. A diferença semântica seria “muito importante” para reiterar que não se trataria de um avanço de consolidação do mercado, apesar de as próprias teles terem defendido que a competição entre quatro players não seria sustentável. 

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“Para todas as instituições, seja Anatel ou Cade, muda completamente se é a operadora que compra a outra, ou se uma em falência é colocada à venda para aplacar a dívida”, afirmou Labriola. Vale ressaltar que a Oi está em processo de recuperação judicial, processo que foi prorrogado para março de 2022.

Preparativos

Enquanto isso, os preparativos continuam. CTIO da TIM, Leonardo Capdeville lembra que boa parte do Capex em 2021 foi destinado à adequação da rede para “absorver o espectro da Oi”, incluindo partes eletrônicas e rádios. “A maior parte do investimento nisso já foi feito. No ano que vem, quando fechar o negócio, vamos receber o espectro e já poderemos fazer o suporte ao consumidor”, declarou. 

Depois dessa etapa, será feito um rearranjo da infraestrutura da rede para a incorporação de outros ativos como torres. Logicamente, a ideia é evitar a sobreposição em locais onde a TIM já conta com a estrutura adequada.  “Vamos desligar algumas torres da Oi e absorver outras”, explica Capdeville.

Pietro Labriola lembra ainda que a operadora está investindo também na tecnologia de Massive MIMO, que amplia a capacidade da rede existente. O recurso, com equipamentos da Huawei, poderá trazer mais eficiência para migrar a base da Oi Móvel. 

Na migração, o presidente da TIM ressalta que há um grupo de trabalho com a Anatel “para garantir o máximo de transparência ao consumidor” no processo. Porém, ele lembra que a competição continuará existindo, independente da distribuição. “O cliente é soberano. Neste ou em qualquer momento do processo, ele vai poder escolher, via portabilidade ou outros mecanismos, se colocar na operadora que preferir”, acrescenta o vice-presidente executivo de regulatório da empresa, Mario Girasole. 

2 COMENTÁRIOS

  1. Coitado, ele não deve ser brasileiro. Algumas pessoas ali devem esta esperando primeiro um “cafezinho” pra adiantar o serviço que é sua obrigação. Ou a burocracia e estrelismo vai protelar o processo sem levar em conta os prejuízos as empresas e a sociedade.

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