Brasil já aparece nos planos das operadoras de constelações LEO

As primeiras estimativas de capacidade a serem oferecidas para o Brasil com as constelações de satélite de órbita baixa (LEO) começaram a ser colocadas a público no Congresso Latinoamericano de Satélites realizado esta semana no Rio de Janeiro. O evento é organizado pela TELETIME e pela Converge Comunicações. A OneWeb, uma das principais operadoras deste segmento, diz que o Brasil terá possivelmente 30 Gbps de capacidade assim que os serviços entrarem em operação, informa Diego Paldao, diretor de contas da OneWeb. Por enquanto, a empresa está em fase de testes e deve entrar em operação em 2021.

Já a Telesat, que promete uma das principais constelações de órbita baixa com mais de 300 satélites, todos eles interconectados entre si com links óticos, estima uma capacidade de 700 Gbps para o Brasil e 2 Tbps para a América Latina quando o sistema estiver em operação, em 2022, diz Dolores Marttos, VP para a a região. "As constelações LEO prometem uma revolução na capacidade, latência e custos para a indústria de satélites".

Já a Eutelsat tem uma proposta diferente: uma constelação LEO de nanossatélites dedicados a aplicações de Internet das Coisas, permitindo a conexão direta de dispositivos em áreas remotas ao satélite, com baixo consumo de energia e baixa capacidade de tráfego. A Eutelsat, informa Javier Recio, trabalha com a Sigfox no desenvolvimento de soluções IoT. "Nossa abordagem é de baixíssimo custo, para termos um serviço com uma aplicação específica e viabilidade", diz Javier Recio, CCO da Eutelsat.

Já a SES, única operadora a de fato estar no mercado de satélites de órbita média (MEO) por meio da O3b, diz que este é um segmento que se mostrou viável, e a maior prova é a atualização da constelação com os satélites MPower, de maior capacidade, a partir de 2022, explica Sandro Barros, diretor da empresa.

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